Presidenciais em São Tomé. Houve boicote à votação em várias mesas de voto

Carlos Vila Nova e Guilherme Posser da Costa disputam, este domingo, a Presidência da República de São Tomé e Príncipe, na segunda volta das eleições.

Populares impediam, esta manhã, a votação para a segunda volta das eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe em, pelo menos, quatro mesas de voto, repetindo os boicotes da primeira volta, anunciou a Comissão Eleitoral Nacional (CEN).

Cerca de três horas após o início da votação, a população não pôde ainda votar nas mesas de Milagrosa e Ototó (distrito de Mé-Zochi), Mulambo (Lembá) e Praia Almoxarife (Cantagalo), onde já se tinham verificado boicotes a 18 de julho, adiantou à Lusa o porta-voz da CEN, Victor Correia.

Em causa estão protestos das populações locais, que fazem barricadas e impedem o acesso às assembleias de voto, para reivindicarem melhores condições de vida, como abastecimento de água e energia e melhores estradas.

Segundo o representante da comissão eleitoral são-tomense, "98% das mesas de voto abriram à hora prevista", pelas 7h00 locais (mais uma hora em Lisboa).

"Tivemos alguma dificuldade no início por causa de trocas de cadernos eleitorais, mas está tudo resolvido", afirmou Victor Monteiro, indicando que essa dificuldade ocorreu em duas mesas.

Os candidatos Carlos Vila Nova e Guilherme Posser da Costa disputam, este domingo, o lugar na Presidência da República de São Tomé e Príncipe, na segunda volta de uma eleição marcada por diferendos políticos e jurídicos.

Carlos Vila Nova (apoiado pelo partido Ação Democrática Independente, oposição) venceu a primeira volta das eleições presidenciais, realizada a 18 de julho, com 43,3% dos votos, enquanto Guilherme Posser da Costa (do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social Democrata, no poder) teve 20,7%.

Nesta segunda volta, Posser da Costa conta também com o apoio dos restantes partidos que compõem a 'nova maioria' que suporta o Governo de Jorge Bom Jesus -- Partido Convergência Democrática e a coligação UDD/MDFM.

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