Presidente angolano exonera chefe da sua Casa de Segurança e ministro de Estado

Exoneração acontece uma semana depois de ser tornado público o envolvimento de oficiais das Forças Armadas Angolanas afetos à Casa de Segurança do Presidente da República num crime de peculato.

O Presidente angolano, João Lourenço, exonerou esta segunda-feira o chefe da sua Casa de Segurança e ministro de Estado, Pedro Sebastião, segundo uma nota de imprensa.

A exoneração acontece uma semana depois de ser tornado público o envolvimento de oficiais das Forças Armadas Angolanas afetos à Casa de Segurança do Presidente da República num crime de peculato e associação criminosa, envolvendo milhões de dólares.

Antes de Pedro Sebastião, o chefe do executivo angolano demitiu, na semana passada, outros sete elementos deste órgão, depois de ouvir o Conselho de Segurança Nacional.

Pedro Sebastião vai ser substituído no cargo pelo antigo chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas Francisco Pereira Furtado.

Além de Pedro Sebastião, o Presidente angolano decidiu fazer outras mudanças nos seus serviços de segurança.

O general Apolinário José Pereira deixa o cargo de chefe do Serviço de Inteligência e Segurança Militar, que vai ser agora ocupado pelo general João Pereira Massano, até agora diretor nacional de Preservação do Legado Histórico-Militar do Ministério da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria.

De saída está também o tenente-general António Mateus Júnior de Carvalho, até agora secretário para os Assuntos de Defesa e Forças Armadas.

Não são explicados, tal como nas decisões anteriores, os motivos para as exonerações. Na sexta-feira, João Lourenço exonerou Daniel Mingas Casimiro do cargo de diretor do Gabinete de Estudos Estratégicos da sua Casa de Segurança, depois de ter anunciado o afastamento de seis oficiais afetos à Casa de Segurança (tenentes-generais Ernesto Guerra Pires, o tenente-general Angelino Domingos Vieira, José Manuel Felipe Fernandes, João Francisco Cristóvão, Paulo Maria Bravo da Costa e o brigadeiro José Barroso Nicolau), quatro dias antes.

As primeiras exonerações aconteceram no mesmo dia em que a PGR divulgou que estava em curso um processo-crime "em que estão envolvidos oficiais das Forças Armadas Angolanas afetos à Casa de Segurança do Presidente da República, por suspeita de cometimento dos crimes de peculato, retenção de moeda, associação criminosa e outros", tendo sido apreendidos milhões de dólares, euros e kwanzas.

Um dos envolvidos é o chefe das finanças da banda musical da Presidência da República, major Pedro Lussaty, detido quando transportava duas malas carregadas com 10 milhões de dólares (o equivalente a 8,1 milhões de euros) e 4 milhões de euros, cuja posse não foi justificada, quando alegadamente tentava retirar o dinheiro do país.

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