Presidente cubano descreve como "cínico" discurso de Biden na ONU

O ministro dos negócios estrangeiros da ilha afirmou no seu Twitter que o Governo de Biden "carece da autoridade moral para promover qualquer iniciativa na ONU".

O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, descreveu como "cínico" o discurso proferido na terça-feira pelo líder norte-americano, Joe Biden, na 76.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, e acusou-o de ameaçar Cuba e a Venezuela.

"Os EUA estão a fugir do pântano que as suas tropas ajudaram a criar durante 20 anos no Afeganistão e Biden está a tentar livrar-se do espinho da derrota, ameaçando Cuba e Venezuela num discurso cínico. Com que moral?" escreveu o líder cubano na sua conta do Twitter.

Díaz-Canel acrescentou que "Biden diz que não quer uma nova Guerra Fria, mas insulta gratuitamente Venezuela e Cuba porque se ressente dos seus governos".

O ministro dos negócios estrangeiros da ilha, que participa na Assembleia da ONU, afirmou no seu Twitter que o Governo de Biden "carece da autoridade moral para promover qualquer iniciativa na ONU" e que a sua determinação "em dividir o mundo entre aqueles que se submetem a ela e aqueles que defendem com dignidade o seu direito soberano à autodeterminação" é "um grave erro".

No seu primeiro discurso na ONU, Biden disse que "os autoritários do mundo podem querer proclamar o fim da era da democracia". Mas a verdade é que o mundo democrático está em todo o lado, frisou.

"Está vivo nos ativistas anti-corrupção, nos defensores dos direitos humanos, nos jornalistas, nos manifestantes pacíficos na linha da frente desta luta na Bielorrússia, Birmânia, Síria, Cuba, Venezuela e noutros lugares", disse o Presidente dos EUA.

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