Presidente de Taiwan pede transparência à China sobre evolução do coronavírus

A ilha de Taiwan já confirmou um caso de infeção com o vírus originário de Wuhan, uma cidade no centro da China.

A Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, pediu esta quarta-feira às autoridades chinesas que divulguem toda a informação sobre o surto de uma nova pneumonia viral e que trabalhem com Taipé para conter a propagação.

"Quero especialmente pedir à China, como país membro da comunidade internacional, que cumpra as suas responsabilidades e seja transparente sobre os desenvolvimentos do surto, e que compartilhe informações precisas com Taiwan", afirmou Tsai, em conferência de imprensa.

Um grande número de taiwaneses viaja e vive na China, onde o número de vítimas mortais de um novo tipo de pneumonia originário do centro do país subiu esta quarta-feira para nove, com a morte de mais três pacientes, enquanto o número total de infetados superou os 400.

No entanto, por insistência de Pequim, Taiwan não é membro da Organização Mundial da Saúde e não pode participar de nenhuma das reuniões daquela organização.

O Centro de Controlo de Doenças de Taiwan revelou anteriormente que foi notificado, no dia 15 de janeiro, pela sua contraparte chinesa, sobre o surto. O órgão também enviou dois especialistas a Wuhan para visitar unidades de saúde, visando compreender melhor a doença.

A ilha, que funciona como um estado soberano, apesar de Pequim a considerar uma província chinesa e defender a reunificação, confirmou já um caso de infeção com o vírus. Trata-se de uma empresária, que reside em Taiwan, mas que voltou recentemente de uma viagem a Wuhan, a cidade no centro da China de onde a doença é originária.

"Partilhar informação também é importante para a saúde da população chinesa e Pequim não deve colocar questões políticas acima da proteção do seu próprio povo", apontou Tsai. "Quero reiterar que Taiwan é membro da sociedade internacional. Os seus 23 milhões de habitantes, como as pessoas de todos os cantos do mundo, estão a enfrentar uma ameaça à sua saúde", afirmou.

O surto alimentou receios sobre uma potencial epidemia, semelhante à da pneumonia atípica, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que entre 2002 e 2003 matou 650 pessoas na China continental e em Hong Kong, mas que também afetou Taiwan.

Em Pequim, o porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros Geng Shuang disse que os especialistas de Taiwan visitaram Wuhan a pedido de Taipé, entre os dias 13 e 14 de janeiro, e mantiveram trocas com os colegas locais. "Ninguém se preocupa mais com o bem-estar dos compatriotas de Taiwan do que o Governo central chinês", defendeu Geng.

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