Presidente são-tomense teve alta médica após operação a hérnia

A hérnia chegou a "situação de estrangulamento" e, na sexta-feira, o Presidente da República teve "vómitos e outras complicações", tendo no sábado entrado "numa situação aguda", que levou ao seu internamento.

O Presidente são-tomense, Evaristo Carvalho, "está bem" e teve hoje alta médica, depois de passar duas noites no Hospital Central de São Tomé, onde foi operado a uma hérnia inguinal.

"Tudo correu bem", explicou à Lusa uma fonte médica que acompanha o Presidente são-tomense.

"Ele já está bem. Teve só 24 horas de repouso, em vigilância [no domingo], agora o restante ele vai fazer em casa", explicou a fonte sobre a situação médica do chefe de Estado, que deixou esta segunda-feira, por volta das 09h30 locais, o Hospital Central Doutor Ayres de Menezes onde foi submetido, no sábado, a uma intervenção cirúrgica de emergência a uma hérnia inguinal "que o incomodava há muito tempo".

Evaristo Carvalho foi operado por dois cirurgiões cubanos, revelou a mesma fonte, que indicou que a hérnia chegou a "situação de estrangulamento" e, na sexta-feira, o Presidente da República teve "vómitos e outras complicações", tendo no sábado entrado "numa situação aguda", que levou ao seu internamento perante um sigilo quase absoluto.

"Desde que começou esta operação toda, ele pediu que não se divulgasse. Só um bocadinho mais tarde, depois de as coisas estarem mais controladas é que se passou algumas informações ao primeiro-ministro, ao ministro da Saúde e outros médicos", adiantou.

A fonte explicou à Lusa que "a estrangulação é uma fase da hérnia que pode ser muito perigosa", e pelos "sintomas de que ele se queixava", a operação permitiu "corrigir a situação".

Até ao momento não há nenhuma informação oficial da Presidência da República sobre o estado de saúde do chefe de Estado de São Tomé e Príncipe.

Evaristo Carvalho completa em 3 de setembro o seu único mandato enquanto chefe de Estado são-tomense.

No entanto, o Presidente poderá ser "forçado" a estar mais tempo no cargo uma vez que se discute a possibilidade da prorrogação do seu mandato porque o seu sucessor só será conhecido em 12 do mesmo mês, caso a segunda volta das eleições presidenciais se realize no dia 29 de agosto.

Após a primeira volta das presidenciais, a 18 de julho, a segunda volta estava prevista para 08 de agosto, mas um contencioso judicial suscitado pelo terceiro classificado, Delfim Neves, atrasou o processo.

O partido Ação Democrática Independente (ADI), na oposição são-tomense, defendeu a prorrogação do mandato de Evaristo Carvalho, enquanto o presidente da Assembleia Nacional, Delfim Neves, considerou que a Constituição de São Tomé e Príncipe não prevê a prorrogação de mandato do Presidente da República, e portanto Evaristo Carvalho deverá ser substituído interinamente pelo presidente do parlamento a partir de 3 de setembro.

Perante a falta de consenso nesta matéria, o antigo presidente da Assembleia Nacional Arzemiro dos Prazeres defendeu que a questão "deve ser levada ao Tribunal Constitucional" para a decisão final.

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