Procurador russo pede que movimento de Navalny seja considerado "extremista"

"Sob a cobertura de 'slogans' liberais, estas organizações empenham-se em criar as condições da desestabilização da situação social e sociopolítica", declarou.

O procurador de Moscovo pediu hoje que diversas organizações do opositor detido Alexei Navalny sejam declaradas "extremistas", e em consequência proibidas.

"Sob a cobertura de 'slogans' liberais, estas organizações empenham-se em criar as condições da desestabilização da situação social e sociopolítica", declarou em comunicado o gabinete do procurador de Moscovo, especificando que pediu a um tribunal moscovita que qualifique de "extremistas" o Fundo de Luta Contra a Corrupção (FBK) e as delegações regionais do opositor.

"Os verdadeiros objetivos das suas atividades consistem em criar as condições para alterar os fundamentos da ordem constitucional, incluindo a utilização do cenário da 'revolução colorida'", sustenta o comunicado.

Navalny, 44 anos, anunciou em 31 de março que deixava de se alimentar em protesto contra as condições de detenção a que está sujeito, acusando a administração penitenciária de lhe recusar o acesso a um médico, embora sofra de uma dupla hérnia discal, segundo os seus advogados.

O opositor declarou que a administração prisional ameaçou alimentá-lo à força.

Alexei Navalny foi condenado a dois anos e meio de prisão efetiva num caso de fraude que remonta a 2014, considerado pelos seus apoiantes como um pretexto para o manter detido.

A repressão judicial contra a oposição intensificou-se recentemente.

Hoje, um tribunal russo condenou a dois anos de prisão efetiva um colaborar do opositor que trabalha para o FBK, pela publicação de duas mensagens na rede social Twitter consideradas "extremistas".

Na quinta-feira, o seu aliado Liubov Sobol foi sujeito a pena suspensa, acusado de ter violado a casa de um presumível agente do FSB, os serviços de segurança.

Na quarta-feira, a polícia russa promoveu uma busca na redação de um jornal estudantil e ao domicílio de quarto dos seus colaboradores que tinham realizado um vídeo sobre a repressão aos apoiantes de Navalny.

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