Procuradores bielorrussos querem 12 anos de prisão para a opositora Kolesnikova

Antiga flautista de 39 anos liderou, juntamente com Svetlana Tikhanovskaya e Veronika Tsepkalo, protestos contra Lukashenko.

Os apoiantes de Maria Kolesnikova, que liderou protestos contra o regime autoritário do presidente Alexander Lukashenko na Bielorrússia, revelaram esta terça-feira que os procuradores do país querem condenar a opositora a 12 anos de prisão. No poder desde 1994, Lukashenko tem estado a reprimir a dissidência no país ex-soviético desde que surgiram protestos sem precedentes após as eleições disputadas do ano passado.

Kolesnikova, de 39 anos, ex-flautista da orquestra filarmónica da Bielorrússia, e o seu advogado, Maxim Znak, estão detidos desde setembro e ambos trabalharam anteriormente para o candidato presidencial Viktor Babaryko, condenado em julho a 14 anos de prisão sob acusação de fraude. Kolesnikova e Znak estão acusados de colocar em causa a segurança nacional, conspiração para tomar o poder e criação de um grupo extremista.

Os procuradores do Estado bielorrusso querem condená-los a 12 anos atrás das grades, a sentença máxima para as acusações de que são alvo, adiantou a assessoria de imprensa de Babaryko esta terça-feira. "Nunca na minha carreira encontrei tal velocidade de ponderação um caso", acrescentou o advogado de Kolesnikova, Vladimir Pylchenko, à equipa de Babaryko. O julgamento à porta fechada começou em agosto e espera-se que o tribunal chegue a um veredicto na segunda-feira, 6 de setembro.

Em conjunto com a líder da oposição Svetlana Tikhanovskaya e outra parceira de campanha, Veronika Tsepkalo, Kolesnikova liderou os comícios do verão passado contra Lukashenko.

Tikhanovskaya disse que não deixaria a Bielorrússia voluntariamente e foi detida em setembro passado, depois de rasgar o seu passaporte para resistir à deportação para a vizinha Ucrânia. Depois de se ter candidatado à presidência da Bielorrússia no lugar do seu marido preso, foi forçada a sair do país e refugiou-se na Lituânia, estado-membro da UE.

Tsepkalo também deixou a Bielorússia. A oposição acredita que Tikhanovskaya, que obteve o apoio dos líderes ocidentais, foi a verdadeira vencedora na votação de agosto passado.

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