Procuram-se provas de corrupção contra 35 amigos de Vladimir Putin

Antes de regressar a Moscovo onde foi preso, ainda no aeroporto, Alexey Navalny deixou uma lista com 35 nomes passiveis de serem alvo de sanções do ocidente.

A lista chegou às mãos de Mikhail Khodorkovsky e Bill Browder. O primeiro já foi o homem mais rico da Rússia mas atreveu-se a criticar o presidente. Em 2013 foi preso e condenado a uma pena de 10 anos de cadeia por corrupção, fraude e evasão fiscal.

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos considerou que não havia provas suficientes para o condenar e por isso determinou que este foi um processo politico. Foi libertado em 2013 e hoje vive exilado em Londres.

Está à frente do Centro Khodorkovsky e foi ele que agora deu o início à campanha por mais informações. Num pequeno vídeo explica que decidiram agir porque Navalny está a morrer lentamente na colonia penal.

Os dois pedem a ajuda de todos os que possam ter documentos legítimos que provem casos de corrupção contra os amigos de Putin e levar à adoção de sanções ao abrigo da lei Magnitsky.

Sergei Magnitsky era um advogado e auditor tributário de Moscovo que se deparou com um caso de corrupção que envolvia membros do ministério do interior. Em 2009 foi preso e espancado na prisão, morreu depois de lhe ter sido recusada assistência médica. Tinha 37 anos.

O patrão Bill Browder não desistiu de fazer justiça e conseguiu que vários países aprovassem a lei Magnitsky que passa pelo congelamento de bens e proibição de viagens ao estrangeiro de quem seja suspeito de corrupção e não respeite os direitos humanos.

Agora os dois querem que a lei seja usada contra os oligarcas de Putin. Para já divulgaram apenas 4 dos 35 nomes. O primeiro é do de Igor Sechin o magnata do petróleo que alguns pensam ser mais poderoso do que Putin. Ele é conhecido como Igor "Darth Vader" Sechin.

Surge depois o nome de Alexei Miller vice-ministro de energia e presidente do conselho de administração da companhia Gazprom.

Iury Chaika é um antigo Procurador-Geral russo que Navalny diz ter estado envolvido em vários casos de corrupção. Um dos filhos de Chaika já é alvo de sanções aplicadas através da lei Magnistky por enriquecimento ilícito.

O último nome divulgado agora é o de Mikhail Mishustin é um tecnocrata, atual primeiro-ministro, e que geriu durante uma década o serviço de impostos do país.

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