Projeções: PP vence, mas precisa do Vox para governar em Madrid. PSOE em queda

De acordo com a sondagem da RTVE, o Partido Popular deverá ter entre 62 e 65 dos deputados na nova assembleia regional.

A candidata de direita Isabel Díaz Ayuso, do Partido Popular (PP), deverá duplicar a sua votação e ser a grande vencedora das eleições da Comunidade de Madrid, segundo uma sondagem à boca das urnas publicada pela televisão pública espanhola.

De acordo com a sondagem da RTVE, o PP deverá ter entre 62 e 65 dos deputados na nova assembleia regional, ficando a poucos lugares da maioria absoluta de 69 lugares num total de 136.

O mesmo estudo dá 25 a 28 deputados ao Partido Socialista (PSOE), o grande perdedor e até agora a primeira força política na região onde se encontra a capital de Espanha.

Em seguida estão o Mais Madrid (extrema-esquerda) com 21 a 24, Vox (extrema-direita) de 12 a 14 e Unidas Podemos (extrema-esquerda) com 10 a 11.

O PP poderia votar sozinho se os seus deputados ultrapassarem em número os de toda a esquerda junta.

No caso contrário, deverá tentar chegar a um acordo para continuar a dirigir a comunidade com a direita radical (Vox).

Se estes números se confirmarem significa que ganhou a estratégia de Díaz Ayuso que consolidou a sua imagem como adversária inflexível do Governo nacional de esquerda, dirigido por Pedro Sánchez.

As assembleias de voto deviam ter encerrado às 20h00 (19h00 de Lisboa), mas as autoridades responsáveis pela votação decidiram prolongar a abertura até que todos os que estavam ainda à espera votassem.

A última hora de votação estava reservada principalmente às pessoas com Covid-19 ou que se desconfiasse que podiam estar infetadas.

De acordo com o executivo regional, a normalidade da votação foi apenas quebrada a meio da manhã pelo protesto de quatro ativistas femininas de tronco nu que entraram no colégio eleitoral da candidata do partido de extrema-direita Vox.

A Comunidade de Madrid é uma das regiões espanholas mais atingida pela Covid-19, com uma incidência acumulada de 384 casos por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias, - o limiar de perigo é de 250 casos - e a pressão sobre o sistema hospitalar permanece elevada.

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