Protestos perto da cimeira do G7 tentam chamar a atenção para diferentes causas

É a primeira reunião presencial desde o início da pandemia Covid-19 dos líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, juntamente com a União Europeia.

Milhares de pessoas concentraram-se este sábado junto ao centro de imprensa internacional para a cimeira do G7 em Falmouth, no sudoeste de Inglaterra, durante protestos coloridos contra as alterações climáticas e uma variedade de outras questões.

A primeira reunião presencial desde o início da pandemia Covid-19 dos líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, juntamente com a União Europeia, atraiu uma variedade de grupos ativistas.

Porém, um forte dispositivo de segurança e uma cerca alta de metal apelidada de "anel de aço" impede o acesso a Carbis Bay, a cerca de 40 quilómetros, onde os encontros decorrem num hotel à beira mar.

As estradas da localidade também estão encerradas ao trânsito, exceto para os residentes locais. Assim, os manifestantes tentaram fazer-se ouvir na cidade vizinha de Falmouth, que está a ser usada como base para a cobertura da cimeira pelos meios de comunicação social.

Centenas de pessoas cantaram e agitaram bandeiras enquanto marchavam por uma rua principal durante um protesto pacífico, mas ruidoso e colorido, organizado pelo grupo ambientalista Extinction Rebelion.

"Estamos a afogar-nos em promessas", cantaram, enquanto instavam os líderes mundiais a tomarem mais medidas contra as alterações climáticas.

Dezenas de manifestantes participaram vestidos inteiramente de vermelho para chamar a atenção para a aceleração do ritmo de extinção de espécies.

Outros protestaram contra as violações dos direitos humanos em Myanmar e Caxemira e contra a guerra na região étnica de Tigray, no norte da Etiópia.

Durante a manhã, uma multidão de surfistas, canoístas e nadadores tinham descido a uma praia em Falmouth para um "protesto de remo" em massa organizado pelo grupo Surfistas Contra Esgotos, que faz campanha para proteger os oceanos.

Uma batalha à beira da água por causa de uma seringa gigante simbolizava a guerra pelas vacinas contra a Covid-19 e a campanha pela suspensão das patentes que os ativistas acreditam que poderá ajudar a aumentar a produção em massa de fármacos.

Max Lawson, chefe de política da Oxfam, disse que os ativistas querem que os países do G7 se comprometam com maiores reduções nas emissões de gases com efeitos de estufa e com financiamento para ajudar os países pobres a adaptarem-se aos impactos das alterações climáticas.

O G7 deve discutir o combate às alterações climáticas e a proteção da biodiversidade no domingo, abrindo caminho para a conferência internacional do clima COP26, que será realizada em Glasgow, na Escócia, em novembro.

Os líderes vão debater o compromisso de proteger pelo menos 30% das terras e oceanos do planeta até 2030.

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