"Provocações" à Russia. Maduro mostra-se solidário com Putin

Nicolás Maduro diz condenar "as campanhas de provocações e manipulações" contra a Rússia.

O Presidente Nicolás Maduro conversou esta sexta-feira telefonicamente com o seu homólogo russo Vladímir Putin, a quem disse condenar "as campanhas de provocações e manipulações" contra a Rússia, anunciou o Governo venezuelano.

"O Presidente Maduro expressou ao seu homólogo russo a solidariedade da Venezuela para com o seu país e a sua condenação das campanhas provocatórias e manipuladoras contra a Rússia", explica um comunicado divulgado pelo Ministério de Relações Exteriores (MRE) venezuelano.

O documento começa por explicar que ambos governantes expressaram "bons desejos" para os seus povos, em 2022, e que "fizeram um balanço dos progressos na cooperação multidimensional".

Nesse sentido destacaram "o aumento de 12% no comércio bilateral, bem como a implementação da conectividade aérea entre as cidades de Caracas e Moscovo, e progressos em questões económicas, sanitárias e militares, entre outras".

Vladímir Putin, felicitou o seu homólogo pela vitória do chavismo nas eleições regionais e municipais venezuelanas de 21 de novembro de 2021 e, por outro lado, o Presidente Nicolás Maduro agradeceu o apoio da Rússia no combate à pandemia da Covid-19, através do fornecimento de vacinas e medicamentos.

O documento refere ainda que "Vladimir Putin expressou o seu total apoio, e apoio multidimensional, à defesa da soberania e desenvolvimento da Venezuela".

"O Presidente Putin reiterou mais uma vez o seu convite ao Presidente Nicolás Maduro para visitar a Rússia a fim de aprofundar a cooperação entre os dois países".

Em 13 de janeiro, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Riabkov, disse à televisão RTVI TV, que "não confirma nem exclui" a possibilidade de a Rússia enviar equipamentos militares para Cuba e Venezuela no caso de falhanço das conversações e de um aumento da pressão dos EUA sobre a Rússia, indicou a agência noticiosa Associated Press (AP).

Riabkov, que conduziu a delegação russa nas recentes conversações com os EUA em Genebra, notou que "tudo depende da ação" dos EUA, assinalando que o Presidente russo Vladimir Putin já avisou que Moscovo pode adotar medidas técnico-militares caso Washington provoque o Kremlin e acentue a sua pressão militar.

"O principal problema é que os EUA e a NATO não estão dispostos a efetuar qualquer concessão de qualquer espécie sobre os pedidos chave", sublinhou Ribakov.

Em 14 de janeiro, os EUA garantiram que vão responder "decisivamente" caso a Rússia movimente equipamentos militares para Cuba e Venezuela.

Por outro lado, o presidente do comité militar da NATO, Rob Bauer, classificou como "preocupante" a possível movimentação de equipamentos militares para Cuba ou Venezuela.

"Não é território da NATO, Venezuela e Cuba, mas posso imaginar que existam países, aliados, preocupados com essa possibilidade", sublinhou Bauer em conferência de imprensa no final de uma reunião dos responsáveis pela Defesa da Aliança Atlântica.

Em Caracas, a oposição venezuelana condenou a possibilidade de a Rússia enviar "equipamentos militares" para a Venezuela, caso aumentem as tensões com os Estados Unidos, e instou as Forças Armadas a fazer "respeitar a soberania".

"O simples facto de que um alto funcionário [da Rússia] tenha insinuado uma ação desse calibre representa uma transgressão absoluta da soberania nacional e da integridade do nosso território", afirmou o líder opositor Juan Guaidó em um comunicado.

A oposição apela a "todos os venezuelanos, independentemente da ideologia política, que condenem esta grave ofensa contra a independência do país (...) A Venezuela não pode ser utilizada como um peão num jogo geopolítico entre as potências do mundo", explicou o opositor.

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