Psiquiatras britânicos exigem divulgação de estudos sob efeitos das redes sociais nos jovens

O grupo de psiquiatras quer que as grandes empresas de tecnologia como o Facebook e o Twitter divulguem as suas pesquisas.

O Real Colégio de Psiquiatras da Grã-Bretanha pretende que empresas gigantescas de tecnologia como o Facebook e o Twitter divulguem as suas pesquisas sobre eventuais perigos causados aos jovens pelo uso excessivo das redes sociais.

O colégio profissional defende também maiores taxas de tributação para as empresas tecnológicas, devendo parte da receita ser utilizada para financiar mais pesquisas sobre como alguns jovens frequentadores das redes sociais ficam em risco de se automutilarem e suicidaram, além de outros problemas graves de saúde mental.

Bernadka Dubicka, uma das promotoras da iniciativa, alertou para o aumento de automutilação entre os jovens "como resultado de seu uso das redes sociais e discussões 'on-line'".

Adiantou que será difícil para os pesquisadores entenderem os riscos e benefícios do uso das redes sociais, a menos que as grandes empresas de tecnologia compartilhem seus dados de pesquisa e ajudem a financiar mais consultas e investigações.

O grupo de psiquiatras quer que as grandes empresas de tecnologia sejam tributadas de acordo com a rotatividade internacional, com parte do dinheiro a ser destinado à pesquisa em saúde mental.

O pai de Molly Russell, uma menina de 14 anos que se suicidou em 2017 num caso que gerou muita atenção, declarou que apoia as propostas do Colégio de Psiquiatria.

Ian Russell salientou que há uma "necessidade urgente" de se agir para proteger os jovens dos efeitos das redes sociais.

O pai de Molly Russel disse não ter dúvidas que as redes sociais "ajudaram a matar a sua filha", após descobrir no computador da filha material depressivo e sombrio, conteúdo gráfico de auto-mutilação e mensagens que incentivam o suicídio.

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