Putin diz a Macron que é "inadmissível" pressionar autoridades bielorrussas

Putin e Macron falaram ao telefone, e trocaram pontos de vista sobre a situação política na Bielorrússia.

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, advertiu esta terça-feira numa conversa telefónica o homólogo francês, Emmanuel Macron, para o facto de ser "inadmissível" a interferência nos assuntos internos da Bielorrússia e, paralelamente, pressionar as autoridades de Minsk.

"Ao abordar a grave situação na Bielorrússia, Vladimir Putin considerou inadmissível a intervenção nos assuntos internos desta república e as pressões contra os dirigentes bielorrussos", indicou o Kremlin, num comunicado.

Segundo a Presidência russa, na conversa ao telefone, realizada por iniciativa de Paris, Putin e Macron expressaram o interesse comum de ver "rapidamente uma solução para os problemas" da Bielorrússia.

No comunicado é assinalado também que os dois presidentes trocaram pontos de vista sobre a situação de guerra na Líbia, mas nada é adiantado em concreto.

Putin também manteve uma conversa telefónica com a chanceler alemã, Angela Merkel, sobre a situação na Bielorrússia após as eleições presidenciais de 09 deste mês e a necessidade de se iniciar rapidamente um diálogo nacional no país.

Na conversa, o Presidente russo pediu a Merkel para que se evite qualquer ingerência nos assuntos internos bielorrussos, enquanto a chanceler alemã exigiu o fim da repressão policial contra os manifestantes que, desde o dia das eleições, têm protestado contra os resultados que deram vitória ao chefe de Estado cessante da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, com pouco mais de 80%.

Sábado, Putin manifestou a Lukashenko o apoio de Moscovo para garantir a segurança no país e denunciou as tentativas de ingerência estrangeira.

No comunicado então divulgado pelo Kremlin foi citado também o tratado da União Estatal entre Moscovo e Minsk, cujo artigo 2.º estipula que um dos objetivos do pacto é "garantir a segurança nacional".

Em linha com as denúncias de Lukashenko, ligadas a uma suposta "agressão externa", o tratado também define uma política comum e a obrigação de defender a "integridade e a inviolabilidade do território da União".

O Kremlin também mencionou o "braço armado" da comunidade pós-soviética, a Organização do Tratado de Segurança Coletiva, uma espécie de Pacto de Varsóvia, liderada pela Rússia.

Segundo o documento, a Rússia poderá intervir militarmente na Bielorrússia, mas só se Minsk o solicitar e no caso de uma agressão externa.

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