Putin disponível para "soluções diplomáticas" mas alerta que interesses russos "não são negociáveis"

No dia em que a Rússia assinala o Dia do Defensor da Pátria, Putin afirma que o país "está sempre aberto ao diálogo direto e honesto", mas avisa, no entanto, que os interesses russos "não são negociáveis".

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse, esta quarta-feira, que Moscovo está disponível para procurar "soluções diplomáticas" relativamente ao conflito com a Ucrânia, mas sublinhou que os interesses do país não são negociáveis.

"O nosso país está sempre aberto ao diálogo direto e honesto, à procura de soluções diplomáticas para os problemas mais complexos", afirmou Putin num discurso em vídeo para assinalar o Dia do Defensor da Pátria, um feriado público na Rússia.

"Os interesses da Rússia, a segurança dos nossos cidadãos, não são negociáveis para nós", acrescentou.

O Presidente russo disse ainda estar certo do "profissionalismo" dos militares russos e que defenderão os interesses nacionais do país. Elogiou a prontidão do exército russo e adiantou que o país continuará a desenvolver armas de última geração.

"Continuaremos a desenvolver sistemas avançados de armamento, incluindo hipersónicos e baseados em novos princípios físicos, e a expandir a utilização de tecnologias digitais avançadas e elementos de inteligência artificial", garantiu.

"Estes complexos são verdadeiramente as armas do futuro, que aumentam significativamente o potencial de combate das nossas Forças Armadas", considerou.

O Canadá, o Reino Unido, os Estado Unidos, o Japão e a Austrália já anunciaram sanções contra a Rússia e os territórios separatistas pró-russos de Lugansk e Donetsk.

Na segunda-feira, Putin anunciou que as forças armadas russas poderão deslocar-se para os territórios ucranianos em missão de "manutenção da paz", decisão que já foi autorizada pelo Senado russo.

Essa medida foi condenada pela generalidade dos países ocidentais, que temiam há meses que a Rússia invadisse novamente a Ucrânia, depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014.

Nesse ano, começou a guerra no Donbass entre separatistas pró-russos apoiados por Moscovo e o exército ucraniano, que provocou, desde então, mais de 14.000 mortos e 1,5 milhões de deslocados, segundo a ONU.

ACOMPANHE AQUI A ESCALADA DE TENSÃO ENTRE A RÚSSIA E A UCRÂNIA

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