Putin quer "negociações imediatas" com NATO e EUA sobre segurança da Rússia

No início de dezembro, o Presidente russo exigira ao seu homólogo norte-americano garantias jurídicas para excluir qualquer novo alargamento da NATO.

O Presidente russo, Vladimir Putin, instou esta terça-feira a "negociações imediatas" com a NATO e os Estados Unidos sobre as garantias a serem dadas à Rússia sobre a sua segurança, num contexto de tensões em torno da Ucrânia.

"Vladimir Putin sublinhou a necessidade de lançamento imediato de negociações com os Estados Unidos e a NATO para definir as garantias jurídicas para a segurança do nosso país, a fim de excluir o alargamento futuro da Aliança ao leste e a instalação na Ucrânia e noutros Estados vizinhos de sistemas de armamento que ameacem a Rússia", indicou o Kremlin em comunicado, após uma conversa do Chefe de Estado com o Presidente finlandês, Sauli Niinistö.

A Finlândia é um intermediário tradicional entre a Rússia e os seus adversários ocidentais. Numa reunião por videoconferência no início de dezembro, o Presidente russo exigira ao seu homólogo norte-americano, Joe Biden, garantias jurídicas para excluir qualquer novo alargamento da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte), porque Moscovo considera que o Ocidente, ao abrir a Aliança a países da Europa de leste e da ex-União Soviética, violou os compromissos assumidos após o fim da URSS.

Assim, a Rússia considera uma eventual adesão de Kiev uma linha vermelha, sobretudo depois de ter anexado a Crimeia, uma península pertencente à Ucrânia, em reação a uma revolução pró-ocidental em 2014.

A Rússia é neste momento suspeita, no Ocidente, de preparar uma nova invasão da Ucrânia, por estar a destacar um número considerável de tropas para a fronteira comum.

O Kremlin nega tais acusações e diz, pelo contrário, que a Rússia está a ser ameaçada pela NATO, que está a armar Kiev e a multiplicar os destacamentos de meios aéreos e marítimos para a região do mar Negro.

Putin acusou também novamente o poder ucraniano de violar os acordos de Minsk, que definem um percurso para a paz na Ucrânia oriental (Donbass), onde Kiev há oito anos se confronta com separatistas pró-russos que maioritariamente se considera serem controlados pelo Kremlin.

"O Presidente da Rússia sublinhou, em particular, que as autoridades ucranianas, em violação dos acordos de Minsk, estão claramente a apostar na força, utilizando no Donbass artilharia pesada e 'drones' (aeronaves não-tripuladas) de ataque", declarou o Kremlin.

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