Quase 100.000 crianças de orfanatos deslocadas devido à guerra

A associação italiana Ai.Bi já "transferiu 16 órfãos para a Polónia, que estavam alojados numa estrutura perto de Kiev". A organização adianta também que "foram criados corredores humanitários em conjunto com a Cruz Vermelha, para proteger essas crianças".

A guerra na Ucrânia provocou a deslocação de quase 100.000 crianças de orfanatos, que se tornaram possíveis alvos dos ataques russos, disse este domingo a associação italiana Ai.Bi, que promove adoções internacionais.

Em declarações à Rádio Vaticano e ao Vatican News, citadas pela agência EFE, o presidente da Ai.Bi, Marco Griffini deu conta de que 98.000 crianças que estavam em orfanatos ucranianos tiveram de abandonar as instituições e que a Itália se prepara para receber o maior número possível de crianças, graças a uma onda de solidariedade que está a permitir que sejam resgatados e levados para países vizinhos.

"Aqueles que têm família juntaram-se a ela e muitos fogem com as suas mães, enquanto os homens permanecem na Ucrânia; o resto mudou-se, porque os orfanatos já não são lugares seguros", disse Griffini, explicando que muitas das crianças daqueles centros não são órfãos, mas foram entregues por famílias sem recursos, para garantir a sua alimentação.

A organização já "transferiu 16 órfãos para a Polónia, que estavam alojados numa estrutura perto de Kiev, e isso está a acontecer noutros lugares" e, segundo a mesma, "foram criados corredores humanitários em conjunto com a Cruz Vermelha, para proteger essas crianças".

A Ai.Bi. também trabalha em campos de refugiados na Moldova, onde os colaboradores já encontraram alojamento para 15 famílias com crianças traumatizadas pela guerra.

Neste sentido, Griffini está a organizar, junto de famílias italianas, forma de adotar crianças que estão sozinhas ou de acolher quem foge com parentes, tendo-se já reunido com vários ministros e organizações como a Proteção Civil para avançar para o acolhimento de refugiados.

Em poucos dias, a Ai.Bi já recebeu mais de 700 registos de famílias que querem oferecer acolhimento.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que, segundo as autoridades de Kiev, já fez mais de 2.000 mortos entre a população civil.

Os ataques provocaram também a fuga de mais de 1,5 milhões de pessoas para os países vizinhos, de acordo com a ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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