Quatro jovens afegãos condenados a 10 anos de prisão por incêndios no campo de Moria

O incêndio foi detetado em setembro, depois de ter sido anunciado que 35 pessoas do campo tinham registado resultado positivo no teste para deteção da infeção da Covid-19 e que iriam ser transferidas para uma área especial de isolamento.

Os quatro jovens afegãos acusados de atearem fogo ao campo de refugiados de Moria, em Lesbos, em setembro de 2020, foram condenados a 10 anos de prisão por um tribunal grego.

Os advogados de defesa, citados pela agência France-Presse (AFP), disseram que o tribunal os considerou culpados de incêndio criminoso.

O campo de Moria, na ilha de Lesbos, abrigava mais de 10 mil pessoas e era o maior campo de refugiados da Europa antes de ser destruído por dois incêndios em 8 e 9 setembro de 2020, que não causaram vítimas.

Na sequência dos incêndios, os milhares de migrantes que ali viviam ficaram sem abrigo e vaguearam durante dias na ilha de Lesbos, até ser criado um novo campo de emergência, tendo sido proibidos pelas autoridades de abandonar a zona para evitar uma possível disseminação do coronavírus.

O incêndio foi detetado depois de ter sido anunciado que 35 pessoas do campo tinham registado resultado positivo no teste para deteção da infeção da Covid-19 e que iriam ser transferidas para uma área especial de isolamento.

Na ocasião, o porta-voz do Governo grego, Stelios Petsas, disse que o incêndio "não foi acidental", já que ocorreu imediatamente a seguir a este anúncio e em diferentes partes do campo de refugiados.

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