Refugiados. Bispos e autarcas juntam-se para consolidar Mediterrâneo como "fronteira de paz"

Papa Francisco vai estar presente no encontro no Mediterrâneo no próximo domingo, na cidade italiana de Florença.

Começa esta quarta-feira e vai durar até ao fim de semana, na cidade italiana de Florença, um encontro que junta bispos e autarcas de vários países do Mediterrâneo e que vai contar com a visita do Papa Francisco no próximo domingo.

Questionado sobre uma declaração do presidente da conferência episcopal italiana, que disse que este encontro se iria concentrar não tanto a partir da fé, mas mais da cidadania, António Marujo, diretor do jornal digital Sete Margens, entrevistado na Manhã TSF pelo jornalista Fernando Alves, sublinhou que o "tipo do encontro" classifica a região do Mediterrâneo como tendo "uma fronteira de paz e não como fronteira de guerra como estamos a ver neste momento na fronteira entre a Ucrânia e a Rússia".

No final do encontro, António Marujo espera que se vislumbre "uma outra dinâmica que aponte mais para os deveres de solidariedade entre os próprios países e pobres".

O papa Francisco receberá um documento, que sairá da reunião, mas o diretor do jornal digital Sete Margens garante que a figura maior da igreja católica está, desde o início do pontificado, a falar da "globalização da indiferença" e, na opinião de António Marujo, "a situação não melhorou, só tem piorado". "Ele [Papa Francisco] tem lamentado bastante esta falta de acordo entre os países da União Europeia para construir um plano dos refugiados".

Apesar disso, António Marujo dá o exemplo de países como o Líbano e o Quénia, que "são países muito mais pobres e mais desesperados e que recebem refugiados na ordem dos milhões", mais que na Europa.

Em várias declarações, o diretor do jornal digital Sete Margens reforça a ideia do papa Francisco, de que "o mediterrâneo não pode continuar a ser um cemitério e não pode ser o lugar do naufrágio da civilização europeia" e que não pode ser, como também referiu, "em vez do Mare Nostrum dos romanos , não pode ser o nosso Mare Mortum".

Apesar da situação de tensão na Ucrânia e na Rússia, António Marujo alerta que a "outra guerra" dos refugiados "não terminou de todo".

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