Registo de agressões sexuais aumenta nas academias militares dos EUA

Entre 2018 e 2019, foram denunciadas 149 agressões sexuais às autoridades das academias militares norte-americanas.

As agressões sexuais nas academias militares norte-americanas aumentaram no último ano, apesar dos esforços para combater o problema, de acordo com um relatório publicado na quinta-feira pelo Pentágono.

No ano letivo 2018-2019, 149 agressões sexuais foram oficialmente denunciadas às autoridades das três academias militares que formam os futuros oficiais dos EUA, contra 117 no ano letivo anterior, representando um crescimento superior a 25%, noticiou a agência de notícias France-Presse.

Para o Pentágono, é difícil determinar se este aumento se deve a uma posição cada vez mais liberal de um ano para o outro ou à frequência cada vez maior das agressões sexuais.

A cada dois anos, 12.900 alunos destas três academias - West Point para o Exército, Annapolis para a Marinha e Colorado Springs para a Força Aérea - podem preencher um questionário anónimo sobre casos de assédio ou agressão sexual não relatadas oficialmente.

O relatório deste ano não se reporta aos resultados destes questionários anónimos, mas apenas sobre os casos declarados às autoridades das academias. A academia em West Point (estado de Nova Iorque) é aquela que regista o número de casos mais elevado, com 57; 33 foram registados em Annapolis (estado de Maryland) e 40 em Colorado Springs.

Para o presidente da organização "Protect Our Defenders" Don Christensen, "este relatório reflete o que já se sabia", ou seja, que o Pentágono está a falhar o combate destes casos que atingem as suas fileiras, com o "problema a agravar-se".

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