Rei de Espanha inicia ronda de consultas para tentar evitar repetição de eleições

Entramos na semana decisiva para Espanha. Depois de cinco meses de bloqueio político, os próximos dois dias são determinantes para saber se Espanha terá um governo ou irá às urnas no próximo 10 de novembro.

Esta segunda e terça-feira o rei Felipe VI volta a chamar todos os partidos para uma nova ronda de consultas. Esta segunda-feira é a vez dos partidos com menor representação parlamentaria e amanhã, Felipe Vi reúne-se com as principais formações políticas.

O último a ser chamado é Pedro Sánchez, que tem encontro marcado com o rei para as cinco da tarde de terça-feira. Depois, Felipe VI decidirá se propõe de novo o candidato socialista para a formação de governo ou se dissolve as cortes diretamente e convoca eleições antecipadas.

O prazo limite para a realização de uma segunda sessão de investidura acaba no final desta semana. Depois dos inúmeros desencontros com o Podemos, Sánchez já avisou que não se submeterá a um novo fracasso e só se vai apresentar a uma votação se tiver os apoios suficientes, coisa que parece pouco provável.

Neste braço de ferro entre Podemos e PSOE que é a exigência de uma coligação por parte de uns e a rejeição dessa forma de governo por parte de outros, Pablo Iglesias tirou uma última carta da manga.

"Um governo de coligação temporal, provisório, que garanta duas coisas: que garanta que há investidura e que chegamos com uma maioria suficiente ao orçamento de Estado e se depois de aprovar orçamento de Estado, Pedro Sánchez entende que o governo de coligação não funcionou, nós saímos garantindo a estabilidade parlamentaria na base de um acordo programático."

Pedro Sánchez rejeitou taxativamente a proposta com o argumento de que essa via não garante a estabilidade que o país precisa. Neste estado de coisas, é pouco provável que alguma das partes venha a ceder a tempo de evitar nova convocatória eleitoral.

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