Crise política no Reino Unido. Theresa May demite-se

A primeira-ministra britânica não resistiu à falta de consenso para a saída da União Europeia.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, acaba de anunciar a sua demissão da liderança do partido Conservador, desencadeando uma eleição interna cujo vencedor vai assumir a chefia do governo.

May anunciou a decisão à porta da sua residência oficial, o número 10 de Downing Street, depois de esta manhã ter estado reunida com Graham Brady, presidente do "Comité de 1922", responsável pela organização do Partido Conservador.

Theresa May vai permanecer no cargo até 7 de junho, enquanto os conservadores escolhem o seu sucessor. Se assim for ainda estará em funções durante a visita de Donald Trump ao Reino Unido, que acontece entre 3 e 5 de junho.

O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Boris Johnson está entre os favoritos para a substituir.

Theresa May, de 62 anos, assumiu o cargo em julho de 2016, pouco depois de os britânicos terem votado a favor do Brexit (52%) no referendo de 23 de junho de 2016.

Até agora não conseguiu reunir consenso quanto às condições para a saída da União Europeia entre a classe política, profundamente dividida sobre a questão, como também está a sociedade britânica.

O acordo de saída negociado com Bruxelas foi rejeitado três vezes pelos parlamentares, o que obrigou o executivo a adiar o Brexit até 31 de outubro, quando a data inicial era 29 de março, e realizar ainda as eleições para o Parlamento Europeu.

Na terça-feira, Theresa May apresentou um plano de "última oportunidade", que incluiu uma série de compromissos para tentar convencer os parlamentares britânicos.

A tentativa foi em vão, já que o texto foi alvo de uma enxurrada de críticas tanto da oposição trabalhista quanto dos eurocéticos de seu próprio partido, levando à renúncia na noite de quarta-feira do ministro encarregado das relações com o Parlamento, Andrea Leadsom.

[Notícia em atualização]

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