Reino Unido admite continuar a retirar pessoas enquanto EUA controlarem aeroporto de Cabul

O ministro da Defesa britânico indicou que o Reino Unido vai investir em centros especiais em países terceiros para processar a documentação de refugiados que conseguirem sair do Afeganistão para territórios vizinhos.

As forças do Reino Unido podem manter-se no Afeganistão enquanto os Estados Unidos controlarem o aeroporto de Cabul, com o objetivo de retirar pessoas do país, admitiu esta quinta-feira o ministro da Defesa britânico.

O ministro Ben Wallace fez essa declaração à BBC depois de o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ter sugerido que as suas forças poderiam permanecer no Afeganistão além da data de retirada prevista - 31 de agosto -, até que a partida dos seus cidadãos seja concluída.

Wallace disse que os norte-americanos estão encarregues da torre de controlo e do aeroporto, pelo que considera que "se os EUA ficarem" os britânicos terão oportunidade de se manter no país e continuar a retirada das pessoas.

O ministro britânico também indicou que o Reino Unido vai investir em centros especiais em países terceiros para processar a documentação de refugiados que conseguirem sair do Afeganistão para territórios vizinhos.

Wallace disse ainda à Radio Times que os aviões britânicos descolam do Afeganistão lotados, após especulações da imprensa de que alguns aviões partiram com assentos vazios.

"Não mandamos um único avião vazio para casa e creio que outros países também não. Não posso falar por outros países, obviamente, mas o importante aqui é que quando temos um assento vazio, oferecemo-lo a outros países", disse.

"Trouxemos tradutores que trabalham para a NATO, por exemplo, trouxemos outros europeus (...) e trouxemos recentemente alguns japoneses que precisavam de sair. Usaremos todos os espaços possíveis nos nossos aviões", acrescentou.

A retirada de afegãos e estrangeiros no Afeganistão precipitou-se desde domingo, quando as forças talibãs tomaram o poder em Cabul instaurando o Emirado Islâmico.

O avanço das forças talibãs intensificou-se desde maio, quando começou a retirada das forças dos Estados Unidos.

A retirada dos militares norte-americanos foi negociada em fevereiro de 2020.

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