Reino Unido disponibiliza reforço da vacina para todos os adultos até final do ano

Boris Johnson reconheceu que o país enfrenta "uma emergência", com a rápida transmissão da nova variante, Ómicron.

O Reino Unido vai disponibilizar doses de reforço da vacina contra a Covid-19 para todos os adultos antes do final do ano, para travar a vaga de infeções previstas devido à propagação da variante Ómicron.

Numa mensagem à nação transmitida esta segunda-feira pela televisão, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, reconheceu que o país enfrenta "uma emergência", com a rápida transmissão da nova variante do coronavírus SARS-CoV-2, o que obriga a antecipar um mês o objetivo, anteriormente fixado para final de janeiro, de vacinar todos os cidadãos maiores de 18 anos com a dose de reforço.

Johnson advertiu igualmente de que essa gigantesca mobilização, na qual participará também o exército, obrigará a cancelar consultas e exames médicos até ao próximo ano, o que justificou com a ameaça que representa a variante Ómicron, mais contagiosa, para as "liberdades dos cidadãos".

"Ninguém deve ter qualquer dúvida de que está a chegar uma vaga de Ómicron e parece-me que está claro que duas doses da vacina simplesmente não são suficientes para nos dar o nível de proteção de que necessitamos", afirmou.

A dose de reforço poderá ser dada a todos aqueles que já tenham recebido a segunda dose da vacina há pelo menos três meses.

O Reino Unido tinha já anunciado um aumento do nível de alerta devido à pandemia de Covid-19 para quatro (de um total de cinco), após registar nas últimas 24 horas um recorde de casos da nova variante, 1.239, o que eleva o total para 3.137.

Os cientistas estimam que, neste momento, o número de infeções com a Ómicron duplique a cada dois a três dias.

Boris Johnson recordou na sua mensagem que os especialistas desconhecem ainda se a doença causada pela nova variante do coronavírus é mais grave que as anteriores, mas existe um consenso de que é muito mais contagiosa.

Os hospitais britânicos já começaram a receber doentes infetados com a Ómicron e teme-se que, mesmo que a variante cause sintomas menos graves, o Sistema Nacional de Saúde (NHS) fique sobrecarregado perante a quantidade de internamentos.

No âmbito da operação de vacinação de todos os adultos com a dose de reforço, serão destacadas 42 equipas militares para preparar mais locais de vacinação e unidades móveis, para permitir que o ritmo não abrande fora do horário laboral ou nos fins de semana.

Também será dada formação a milhares de voluntários adicionais para participarem na campanha.

Johnson anunciou na quarta-feira a entrada em vigor de novas restrições, como a generalização do uso de máscara em espaços públicos interiores, a exigência de certificados Covid para entrar em discotecas ou espetáculos e a recomendação de teletrabalho sempre que possível.

A Covid-19 causou pelo menos 5.300.591 mortes em todo o mundo, de entre mais de 269,02 milhões infeções pelo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência noticiosa France-Presse (AFP), com base em dados oficiais.

Em Portugal, morreram, desde março de 2020, 18.658 pessoas e foram contabilizados 1.192.288 casos de infeção, de acordo com dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

A nova variante, a Ómicron, classificada como "preocupante" pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral e, desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de novembro, foram notificadas infeções em mais de 60 países de todos os continentes, incluindo Portugal.

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