O feriado do Dia da Mulher na Ucrânia é de origem russa
Reportagem TSF na Ucrânia

Reportagem TSF. Flores para a Ucrânia numa guerra sem feriados

É feriado na Ucrânia. Dia da Mulher. A guerra não acabou. Há 13 dias que o país tenta repelir a invasão russa, mas esta terça-feira o combate faz-se com mais flores nas ruas e nas mãos de mulheres que marcam a vida de quem as quer homenagear.

Mas, embora a compra de flores até já tenha começado há 24 horas, muitos podem passar a dispensar este feriado: é que a sua origem é russa.

Em Lviv a vida continua e, porque é feriado, com mais gente do que o normal na rua. Os bombardeamentos continuam no Norte, Centro e Leste do país. E continua também o apoio da cidade à linha da frente, através de comida e material de camuflagem.

Deixar Kiev cair nas mãos dos russos é deitar fora 30 anos de construção da identidade ucraniana, símbolo de uma nação livre e democrática.

Lviv sabe-o bem. Já foi polaca. Já foi soviética. Hoje é ucraniana.

O caminho para a identidade própria começou a assentar raízes em 2004 com a "Revolução Laranja", quando os ucranianos quiseram deixar de ser dirigidos, mesmo que na sombra, por Moscovo.

E a Ucrânia foi caminhando até 2014, quando a Crimeia foi anexada pelos russos e os separatistas do Donbas ocuparam posições junto à fronteira.

O caminho continuo a fazer-se e trouxe a Ucrânia até 2022, agora a braços com uma invasão russa. As negociações já vão para a quarta ronda. Há esperança.

Talvez o feriado acabe quando acabar a guerra. Até lá, o combate também se faz com flores.

ACOMPANHE AQUI TUDO SOBRE O CONFLITO ENTRE A RÚSSIA E A UCRÂNIA

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