Reportagem TSF. Toque de sirenes contínuo em Lviv, mas cidade ainda "está intacta"

As sirenes representam "uma forma de manifestar a gravidade de uma possível ameaça". Até ao momento, ainda não há notícia de qualquer bombardeamento em Lviv. Ouça a reportagem do enviado especial da TSF à Ucrânia, Pedro Cruz.

Em Lviv, a madrugada ficou marcada pelo som das sirenes de aviso de ataque aéreo. A ameaça à cidade levou muito tempo a ser levantada, mas, até esta manhã, não há notícia de qualquer bombardeamento.

O enviado especial da TSF à Ucrânia, Pedro Cruz, explica que as sirenes já tinham tocado durante a madrugada e voltaram a tocar de manhã, "durante vários minutos".

Pedro Cruz descreve que os cidadãos começaram a recolher para "locais mais abrigados", as lojas "fecharam imediatamente as portas" e os militares "aconselharam as pessoas a recolherem mais zonas mais protegidas".

Este é "o momento em que as sirenes estão mais presentes" e em que "o aviso é mais forte", verificando-se, assim, "algum nervosismo quando comparado com os últimos dias".

As sirenes são "uma forma de manifestar a gravidade de uma possível ameaça". Lviv ainda "está intacta", mas, na sexta-feira, um ataque com mísseis atingiu uma zona junto ao aeroporto da cidade.

Citado pela agência de notícias AFP, o presidente da Câmara de Lviv, Andriy Sadovyi, afirmou que as forças russas destruíram uma oficina de manutenção de aeronaves que fica perto da fronteira com a Polónia.

Pedro Cruz refere que os habitantes de Lviv "aguardam que a cidade também possa ser atacada".

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 902 mortos e 1.459 feridos entre a população civil, incluindo mais de 170 crianças, e provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, entre as quais mais de 3,3 milhões para os países vizinhos, indicam os mais recentes dados da ONU.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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