Reservistas "disponíveis" em caso de problemas pós-eleitorais em Washington

As presidenciais norte-americanas, que opõem Donald Trump a Joe Biden, estão marcadas para 3 de novembro.

Os reservistas da Guarda Nacional de Washington estarão "disponíveis" caso surjam problemas após as eleições presidenciais norte-americanas de 03 de novembro, disse hoje o secretário do Exército dos Estados Unidos, Ryan McCarthy.

"Não há nenhum pedido de assistência de outras agências governamentais neste momento, mas estamos sempre disponíveis para fornecer apoio à Polícia do Distrito de Colúmbia ou outras agências federais", disse McCarthy, que tem jurisdição sobre a Guarda Nacional da capital federal dos Estados Unidos.

As palavras de McCarthy surgem numa altura em que o Presidente norte-americano, Donald Trump, foi mais uma vez acusado de tentar politizar as Forças Armadas do país.

O secretário do Exército norte-americano, que falava em conferência de imprensa, defendeu o recurso aos reservistas em caso de desordens públicas, enquanto está em curso um inquérito às atividades da Guarda Nacional relacionado com a brutal dispersão de manifestantes antirracistas em Washington, em junho.

"Não policiamos as ruas da América. Oferecemos apoio à aplicação da lei, seja a nível federal, estadual ou local. Se solicitados, forneceremos apoio para proteger a propriedade federal e para ajudar na aplicação da lei e as forças da ordem", referiu.

Trump, que tem denunciado com frequência os riscos de fraudes maciças orquestradas pelos democratas nas presidenciais de 03 de novembro, apelou aos seus apoiantes para se deslocarem às assembleias de voto para "proteger" os boletins, o que faz crer em violências no caso de os resultados da votação serem renhidos.

A 01 de junho, um helicóptero da Guarda Nacional de Washington sobrevoou tão perto os manifestantes com o objetivo de os dispersar que arrancou galhos de árvores e espalhou outros destroços no solo.

A operação gerou acesa polémica no país, uma vez que tal método é apenas utilizado em operações militares num cenário de guerra.

A este respeito, McCarthy sublinhou que a investigação interna do Pentágono sobre o incidente já terminou e que as conclusões foram encaminhadas para o Inspetor-Geral do Departamento de Defesa, que as publicará "em breve".

Nas presidenciais de 03 de novembro, cujo processo de votação antecipada começou segunda-feira, Trump, republicano eleito em 2016, vai defrontar o candidato democrata, Joe Biden.

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