Risco de internamento com variante Ómicron pode ser até 70% menor

Um estudo da Agência Britânica para a Segurança Sanitária conclui agora que o risco de internamento por infeção com a variante Ómicron é entre 50 e 70% menor, em comparação com outras variantes.

A variante Ómicron continua a avançar na Europa, com Espanha, França e Reino Unido a baterem recordes de novas infeções. Em território britânico, foram ultrapassados os 119 mil casos em apenas 24 horas. As autoridades de saúde publicaram, nas últimas horas, um estudo que revela que o risco de internamento, com a variante Ómicron, pode ser até 70% mais baixo do que em casos de infeção com outras variantes.

As conclusões do estudo britânico são animadoras. Entre doentes com a variante Ómicron o risco de admissão num serviço de urgência é 30 a 45% mais baixo, e o risco de internamento é entre 50 e 70% menor, em comparação com outras variantes.

O ministro britânico da Saúde, Sajud Javid, salienta que o grande problema continua a ser a elevada transmissibilidade da variante: "Nós sabemos que a Ómicron se propaga muito mais rapidamente e é muito mais contagiosa do que a Delta. Por isso, a vantagem de o risco de internamento ser mais baixo tem de ser tida em conta no contexto de uma maior propagação, e nós sabemos que, se existe uma percentagem mais baixa de pessoas em risco de internamento, essa percentagem é de um número muito mais alto de infetados. Isso pode, ainda assim, causar um elevado número de internamentos."

Neste contexto de maior transmissibilidade, o Reino Unido registou, nesta quinta-feira, mais um novo máximo desde o início da pandemia: foram 119.789 novos casos em 24 horas. Os mais recentes números aumentam a pressão nos hospitais, não só devido ao aumento dos internamentos, que ainda é ligeiro, mas também porque são cada vez mais os funcionários do serviço nacional de saúde com Covid-19 e, por isso, impedidos de trabalhar.

O estudo da Agência Britânica para a Segurança Sanitária revela também que, dez semanas depois da dose de reforço, a eficácia da vacina contra os sintomas da doença cai entre 15 e 25%. Ainda assim, a terceira dose reduz o risco de doença grave e morte.

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