Rússia: a parada das pretensões falsas

A celebração do Dia da vitória sobre o nazismo na Grande Guerra Patriótica, como os russos chamam à II Guerra Mundial, manipulada para "vender" a invasão da Ucrânia como continuação da luta contra o mal.

No Libération, 9 de maio na Rússia, a parada das pretensões falsas, com um desfile de caras de militares russos, meias desfocadas...

"Ucrânia: ameaças ao celeiro do mundo", podemos ler na manchete do diário francês Le Monde. A invasão russa bloqueou a atividade de um país que se tinha tornado, nos últimos dez anos, um ator crucial no setor agrícola. A crise abala a ordem alimentar mundial... "é uma guerra contra o mundo inteiro que Putin declarou e a alimentação é uma arma terrível", diz um agricultor.

No Fígaro: Putin mostra a sua força e inscreve a história. Durante as comemorações da Segunda Guerra Mundial, o presidente russo apresenta a invasão da Ucrânia como a continuação do combate contra os nazis.

No DNA, da Alsácia, Putin mostra os seus músculos...

Em Espanha no Vanguardia, o G7 compromete-se a deixar de depender do petróleo e gás russos...Hungria, Eslováquia e República Checa impedem um acordo na União Europeia para cortar as importações... A Rússia bombardeia uma escola (em Luhansk, 60 mortos) na véspera de celebrar, hoje, a vitória de 1945.

No El País, o G7 pactua mais sanções para afogar a maquinaria russa... as grandes potências comprometem-se a reduzir a dependência energética em relação à Rússia. Está também na capa do El País: A Rússia destrói no Donbass uma escola usada como refúgio.

O Le Temps da Suiça põe em manchete o regresso da ameaça nuclear... a notória inferioridade militar da Rússia face à NATO torna credível o recurso à arma derradeira, de acordo com numerosos especialistas militares... O jornal cita a sueca Beatrice Fihn, Nobel da Paz em 2017 como diretora da Campanha Internacional pela Abolição das Armas Nucleares, para quem um ataque nuclear contra a Ucrânia, causaria um desastre humanitário sem precedentes.

No País em Angola, ficamos a saber que os funcionários dos caminhos-de-ferro de Luanda (CFL), levantam a greve após promessa de aumento salarial... a foto na capa mostra três comboios a vermelho, preto e amarelo. No topo da primeira página, lemos também que o presidente da assembleia geral da ONU vai visitar esta semana o Canal do Cafu, em Angola, para conhecer o funcionamento do sistema de transferência de água do rio Cunene.

No Notícias de Moçambique, fala-se de reconstrução pós-terrorismo: Presidente da República quer maior prestação do serviço cívico.

Na Folha de São Paulo, Bolsonaro repete Temer e encolhe reforma agrária... E no Senado, conta este jornal, alguns parlamentares aliados do presidente passaram a trazer ao senado debates pseudocientíficos, como terapia de constelação familiar. E até um médium, um vidente, foi chamado para falar sobre o papel do país de mediar guerras.

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