Rússia acusa Alemanha de "provocação" perante a ONU

Navalny, 44 anos, foi vítima, segundo três laboratórios europeus, de um envenenamento com um agente neurotóxico.

A Rússia acusou esta quarta-feira a Alemanha de "provocação" após a intervenção do chefe da diplomacia de Berlim na Assembleia Geral da ONU sobre o presumível envenenamento do opositor Alexei Navalny.

Considerado o principal dirigente da oposição na Rússia, Navalny, 44 anos, que esteve internado um mês num hospital de Berlim, foi vítima segundo três laboratórios europeus de um envenenamento com um agente neurotóxico, atribuído pelos seus apoiantes às autoridades russas.

No seu discurso transmitido por vídeo no último dia do debate geral da 75.ª sessão da Assembleia Geral da ONU, a primeira em modo virtual, o chefe da diplomacia alemã Heiko Maas declarou que "semelhante violação [da proibição das armas químicas], como conseguimos provar com os nossos parceiros no caso do envenenamento de Alexei Navalny, é um problema para o conjunto da comunidade dos Estados" e apelou à Rússia para "fazer mais para clarificar este caso".

"Trata-se de uma provocação a que a Alemanha recorreu desde vez na alta tribuna da ONU para repetir as suas observações sem fundamento sobre o designado recurso a uma substância tóxica militar contra A. Navalny", reagiu em comunicado a diplomacia russa.

O ministério dos Negócios Estrangeiros denunciou as "elucubrações públicas", que na perspetiva de Moscovo constituem "o prosseguimento de uma linha abertamente hostil antirrussa de Berlim" e acusou uma vez mais a Alemanha de recusar cooperar com a Rússia neste caso.

"Considerando o comportamento da Alemanha e dos seus aliados na UE e na NATO (...) é impossível fazer algo com o ocidente até que este deixe de utilizar métodos de provocação e falsificação e comece a comportar-se de forma honesta e responsável", acrescenta o comunicado.

Militante anticorrupção e fervoroso crítico do Kremlin, Alxei Navalny adoeceu gravemente em 20 de agosto a bordo de um avião na Sibéria.

Três laboratórios europeus concluíram que foi envenenado por um agente neurotóxico do tipo Novitchok, concebido para fins militares na época soviética. As acusações foram rejeitadas por Moscovo.

O opositor saiu na semana passada do hospital de Charité em Berlim, onde recebeu tratamento durante um mês. De momento permanece na Alemanha em período de convalescença.

Três laboratórios europeus concluíram que foi envenenado por um agente neurotóxico do tipo Novitchok, concebido para fins militares na época soviética. As acusações foram rejeitadas por Moscovo.

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