Rússia acusa ucranianos de bombardearem depósito de petróleo

Serviços de emergência indicam que o incêndio se alastrou para oito tanques de crude, cada um com capacidade de 2000 metros cúbicos.

A Rússia acusou esta sexta-feira a Ucrânia de ter bombardeado um depósito de petróleo localizado nos arredores da cidade russa de Belgorod, próximo da fronteira russo-ucraniana, causando um grande incêndio.

"O incêndio no depósito de petróleo ocorreu depois de um ataque aéreo de dois helicópteros das Forças Armadas ucranianas, que entraram em território russo em baixa altitude. Não há vítimas", disse o governador de Belgorod, Viacheslav Gladkov.

Os serviços de emergência indicaram que o fogo se alastrou para oito tanques de crude, cada um com capacidade de 2000 metros cúbicos.

"Existe o risco de o fogo se continuar a espalhar", disse uma fonte citada pela agência de notícias oficial russa TASS, especificando que o local do depósito de petróleo abriga um total de 27 tanques, 14 deles afetados pelo incêndio.

O Ministério para Situações de Emergência russo informou que cerca de 170 bombeiros e camiões estão envolvidos nas operações para apagar o incêndio.

Belgorod está localizada a cerca de 30 quilómetros da fronteira com a Ucrânia e a cerca de 70 quilómetros de Kharkiv, a cidade mais importante do leste da Ucrânia, que está cercada pelos russos.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.232 civis, incluindo 112 crianças, e feriu 1.935, entre os quais 149 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 4 milhões de refugiados em países vizinhos e quase 6,5 milhões de deslocados internos.

A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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