Rússia acusada de "desinformação amadora" após novas alegações de armas biológicas

Embaixador russo na ONU pediu reunião de emergência para discutir alegados "laboratórios biológicos" na Ucrânia.

A Rússia voltou esta sexta-feira a ser acusada de divulgar "desinformação amadora" no Conselho de Segurança das Nações Unidas, logo após ter reforçado as suas alegações de que os EUA usam o território ucraniano para produzir armas biológicas.

Tal como fez na semana passada, o embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, voltou a pedir uma reunião de emergência para discutir alegados "laboratórios biológicos" na Ucrânia, tendo apresentado "novas provas", como alegados documentos assinados por membros do Pentágono.

"Os Estados Unidas da América faziam uso cínico do território ucraniano para pesquisas perigosas", afirmou o diplomata russo.

Contudo, e à imagem do que aconteceu na semana passada, Nebenzya foi condenado por vários embaixadores presentes na reunião, que o acusaram de "repetição de desinformação amadora" já "desmascarada".

"É um absurdo. Como eu disse na semana passada - laboratórios na Ucrânia que realizam pesquisas sobre riscos à saúde pública não são uma ameaça à paz e à segurança internacionais. Por outro lado, a invasão ilegal e desumana da Ucrânia pelo Presidente Putin é a ameaça mais significativa à paz e segurança internacionais que enfrentamos hoje", defendeu a embaixadora do Reino Unido da ONU, Barbara Woodward.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 780 mortos e 1.252 feridos, incluindo algumas dezenas de crianças, e provocou a fuga de cerca de 5,2 milhões de pessoas, entre as quais mais de 3,1 milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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