Rússia anuncia início do processo de saída do Conselho da Europa

Ucrânia tinha pedido, esta segunda-feira, que os russos fossem expulsos do Conselho, uma sanção que seria aplicada pela primeira vez.

A Rússia decidiu iniciar o processo de "saída do Conselho da Europa", acusando a NATO e a União Europeia de terem feito daquele organismo um instrumento ao serviço da "sua expansão político-militar e económica a Leste".

"A notificação da retirada da Federação Russa da Organização" foi enviada esta terça-feira à secretária-geral do Conselho da Europa, Marija Pejcinovic Buric, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo num comunicado.

Os representantes dos cinco grupos políticos da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa mostraram-se favoráveis ao parecer que será enviado ao Comité de Ministros a pedir a expulsão da Rússia, pelo facto de esta ter invadido a Ucrânia, um Estado independente e soberano, membro da organização.

O plenário extraordinário vai votar esta tarde, depois de a 25 de fevereiro o Comité de Ministros, o órgão executivo do Conselho da Europa, ter decidido suspender a participação da Rússia, após a invasão da Ucrânia.

Se o Conselho da Europa adotar a expulsão, será a primeira vez que o faz, já que, em 1969, a Assembleia do Conselho recomendou a expulsão da Grécia na sequência do golpe de Estado dos coronéis, mas o país saiu da organização antes de ser expulso.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou já a fuga de 4,8 milhões de pessoas, mais de três milhões das quais para os países vizinhos, de acordo com os mais recentes dados da ONU -- a pior crise na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, e muitos países e organizações impuseram à Rússia sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

A guerra na Ucrânia, que entrou hoje no 20.º dia, causou um número ainda por determinar de mortos e feridos, que poderá ser da ordem dos milhares.

Embora admitindo que "os números reais são consideravelmente mais elevados", a ONU confirmou hoje pelo menos 691 mortos e 1.143 feridos entre a população civil, incluindo mais de uma centena de crianças.

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