Rússia e Ucrânia têm esboço de plano de paz com 15 pontos

Acordo implicaria que Kiev renunciasse às ambições na NATO em troca de garantias de segurança.

A Ucrânia e a Rússia terão feito progressos significativos num plano de paz provisório de 15 pontos que inclui um cessar-fogo e uma retirada russa caso Kiev declare neutralidade e aceite limites às Forças Armadas, de acordo com três pessoas envolvidas nas conversações, citadas pelo Financial Times mas não identificadas.

O acordo proposto, que os negociadores ucranianos e russos discutiram na íntegra, pela primeira vez na segunda-feira, implicaria que Kiev renunciasse às suas ambições de aderir à NATO e prometesse não acolher bases militares estrangeiras ou armamento de aliados como os EUA, Reino Unido e Turquia.

As garantias ocidentais para a segurança ucraniana podem revelar-se um grande obstáculo a qualquer acordo, tal como o estatuto dos territórios ucranianos apreendidos pela Rússia em 2014.

Apesar de Moscovo e Kiev terem afirmado que fizeram progressos, as autoridades ucranianas continuam céticas. Estão preocupadas com a hipótese de Moscovo poder estar a ganhar tempo para reagrupar as suas formas e retomar a ofensiva. Até porque Putin ainda não deu sinais de que o acordo está próximo e prometeu que a Rússia alcançaria todos os seus objetivos de guerra.

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 691 mortos e mais de 1.140 feridos, incluindo algumas dezenas de crianças, e provocou a fuga de cerca de 4,8 milhões de pessoas, entre as quais três milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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