Rússia em manobras militares no Mar do Japão apesar de tensão com Tóquio

Submarinos russos dispararam mísseis a partir do Mar do Japão contra falsos navios inimigos, informa o Governo russo.

A Rússia disparou mísseis no Mar do Japão num exercício com mais de 15 navios, anunciou esta quinta-feira o Ministério da Defesa russo, numa altura de tensão entre os dois países sobre a guerra na Ucrânia.

"Submarinos da Frota do Pacífico dispararam mísseis de cruzeiro 'Kalibr' contra falsos navios inimigos", disse o ministério russo numa declaração citada pela agência francesa AFP.

O ministério liderado por Serguei Shoigu precisou que participaram nas manobras os submarinos "Petropavlovsk-Kamchatsky" e "Volkhov".

"Dispararam mísseis de cruzeiro a partir de uma posição submersa no Mar do Japão e atingiram com sucesso o alvo", afirmou.

O ministério divulgou um vídeo em que se vê os mísseis a sair da água e a deixar um rasto de fumo cinzento, enquanto os marinheiros comunicam por rádio.

Estes exercícios de guerra surgem no meio de elevada tensão entre a Rússia e o Japão, que anunciou um embargo ao carvão russo em resposta à invasão da Ucrânia.

O Japão, um aliado dos Estados Unidos, não assinou um tratado de paz com a Rússia no final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, devido à disputa sobre quatro pequenas ilhas no arquipélago das Curilhas, vizinhas da prefeitura japonesa de Hokkaido.

Estas ilhas foram tomadas pelo exército soviético nos últimos dias do conflito e nunca foram devolvidas a Tóquio, que lhes chama Territórios do Norte.

Na sequência da invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro, o Japão juntou-se aos aliados na imposição de sanções económicas contra interesses da Rússia, incluindo o Presidente russo, Vladimir Putin.

Em retaliação, a Rússia suspendeu as negociações do tratado de paz que os dois países tinham concordado realizar em 2018, depois de anos de aproximação.

Numa declaração divulgada em 22 de março, o Governo de Tóquio qualificou a suspensão das negociações como uma decisão "extremamente irracional e totalmente inaceitável".

A guerra na Ucrânia entrou esta quinta-feira no 50.º dia, mas desconhece-se o número exato de baixas civis e militares, que diversas fontes admitem que será consideravelmente elevado.

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