Rússia fecha espaço aéreo a aviões do Reino Unido

Aviões "de propriedade, alugados ou operados por qualquer pessoa ligada ao Reino Unido" estão proibidos de cruzar o espaço aéreo russo. A proibição também se estende a voos em trânsito sobre o território russo.

A autoridade da aviação civil da Rússia proibiu, esta sexta-feira, todos os voos do Reino Unido para e sobre a Rússia como retaliação à proibição britânica da companhia aérea russa Aeroflot no país europeu.

O espaço aéreo russo está proibido a todos os aviões "de propriedade, alugados ou operados por qualquer pessoa ligada ao Reino Unido" e àquelas registadas nesse país, anunciou o regulador aéreo russo Rosaviatsia, em comunicado.

A proibição também se aplica a voos em trânsito sobre o território russo.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou que ia proibir a Aeroflot no Reino Unido e congelar os ativos do banco VTB, num novo pacote sanções para castigar a Rússia pela invasão da Ucrânia.

Numa declaração no parlamento, Johnson disse que as novas sanções vão "excluir totalmente os bancos russos do sistema financeiro britânico", impedindo que os pagamentos passem pelo Reino Unido.

O VTB é um dos maiores bancos da Rússia, com ativos estimados de 154.000 milhões de libras (184.000 milhões de euros), tendo estado envolvido no processo das "dívidas ocultas" em Moçambique.

As medidas vão ser tomadas em conjunto com os EUA, vincou, com o objetivo de atingir as empresas russas, cujas transações são feitas, em cerca de metade, em dólares norte-americanos e libras esterlinas.

A Rússia lançou na madrugada de quinta-feira uma ofensiva militar em território da Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que as autoridades ucranianas dizem ter provocado dezenas de mortos nas primeiras horas.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que o ataque responde a um "pedido de ajuda das autoridades das repúblicas de Donetsk e Lugansk", no leste da Ucrânia, cuja independência reconheceu na segunda-feira, e visa a "desmilitarização e desnazificação" do país vizinho.

O ataque foi de imediato condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), União Europeia (UE) e Conselho de Segurança da ONU.

ACOMPANHE AQUI A ESCALADA DE TENSÃO ENTRE A RÚSSIA E A UCRÂNIA

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