Rússia garante que tomou cidade portuária de Kherson. Ucrânia confirma

Kherson situa-se perto da península da Crimeia, anexada pela Rússia.

O porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, disse esta quarta-feira que as tropas da Rússia tomaram a cidade portuária de Kherson, uma afirmação que é negada pelo Exército ucraniano.

A cidade está sob "controlo total" dos militares russos, referiu Igor Konashenkov.

O porta-voz disse que a infraestrutura civil da cidade, instalações essenciais e transporte estão a funcionar com normalidade e que não há escassez de alimentos de outros bens essenciais.

Igor Konashenkov indicou que as negociações entre comandantes russos, administrações municipais e autoridades regionais sobre como manter a ordem na cidade estavam em andamento. As alegações não puderam ser confirmadas de imediato.

O Exército russo garantiu ter conquistado a cidade de Kherson, enquanto os separatistas pró-russos anunciaram ter conseguido bloquear totalmente Mariupol, também no sul da Ucrânia.

Kherson situa-se perto da península da Crimeia.

"As unidades do Exército russo assumiram o controlo total da capital regional de Kherson", disse o porta-voz das forças armadas russas, Igor Konashenkov, assegurando que as "infraestruturas civis" e os transportes públicos estavam a funcionar normalmente.

Autoridades ucranianas confirmam a perda do controlo da cidade

A situação foi entretanto confirmada pelas autoridades ucranianas. "Os invasores estão em todas as partes da cidade e são muito perigosos", declarou o chefe da administração regional, Gennadi Lakhouta, na rede social Telegram e pediu aos moradores para ficarem em casa

Kherson, com cerca de 290 mil habitantes, é o maior centro urbano capturado pelas forças russas desde que a invasão começou em 24 de fevereiro.

O presidente da câmara municipal da cidade, Igor Kolykhaiev, anunciou que se havia reunido com tropas russas num prédio da administração de Kherson.

"Não tínhamos armas e não fomos agressivos. Mostramos que estamos a trabalhar para proteger a cidade e a tentar lidar com as consequências da invasão", disse, numa publicação na rede social Facebook.

"Estamos a ter enormes dificuldades com recolha de corpos e enterros, entrega de alimentos e remédios, recolha de lixo, gestão de acidentes, etc.", acrescentou Kolykhaiev.

O responsável assegurou que "não fez promessas" aos russos e "simplesmente pediu para não disparar contra as pessoas" e para que seja permitido a recolha dos corpos que se encontram nas ruas de Kherson.

O gabinete do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse à agência de notícias Associated Press que não iria comentar a situação em Kherson enquanto os combates ainda decorrerem.

O porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, disse que Kherson está sob "controlo total" dos militares russos.

O porta-voz disse que a infraestrutura civil da cidade, instalações essenciais e transporte estão a funcionar com normalidade e que não há escassez de alimentos de outros bens essenciais.

Separatistas bloquearam Mariupol

Já os separatistas pró-russos em Donetsk afirmaram esta quarta-feira que bloquearam a cidade de Mariupol, segundo um representante da milícia Eduard Basurin, citado pela agência de notícias russa Interfax.

Na véspera, a autoproclamada república separatista de Donetsk anunciara um bloqueio quase total de Mariupol.

O líder da república, Deniye Pushilin, disse que estão agora a tentar que as forças ucranianas deponham as armas e criem um corredor humanitário para que os civis possam deixar a cidade.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram mais de 350 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de mais de 100 mil deslocados e mais de 660 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.

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*Notícia atualizada às 03h50

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