Rússia quer recorrer a tribunais internacionais contra sanções económicas

Moscovo acusa o Ocidente de estar a "suprimir o direito à propriedade privada" dos russos.

A Rússia anunciou, esta quarta-feira, que vai denunciar nos tribunais internacionais as sanções económicas que lhe forem aplicadas por países que, segundo o vice-presidente do Conselho de Segurança russo, pretendem "suprimir o direito à propriedade privada" das empresas.

"Os opositores da Rússia, ou melhor, os seus inimigos, têm de perceber que vão enfrentar muitos litígios em tribunais", escreveu Dmitry Medvedev na rede de mensagens Telegram, especificando que as denúncias serão apresentadas tanto a tribunais internacionais, como a nacionais da Europa e dos Estados Unidos.

"Aí se verá de que lado está a elogiada justiça ocidental", acrescentou, classificando os funcionários europeus como "inquisidores" a quem "só falta propor que os empresários [russos] sejam queimados numa fogueira".

Medvedev lamentou que "bastem palavras do 'inquisidor' para que contas e outras propriedades sejam arrestadas e rapidamente apreendidas a favor de algumas pessoas indicadas pelo 'inquisidor'".

A guerra contra a Rússia, sublinhou, "está a ser feita com base em emoções, sem levar em conta o bom senso ou a lei", concluiu.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Alexander Grushko, já tinha avisado, esta manhã, que a Rússia irá adotar represálias contra a União Europeia, caso Bruxelas aprove um quinto pacote de sanções contra o país.

"É evidente que vamos tomar medidas de represália, assim como vamos desenvolver medidas apropriadas para protegermos os nossos legítimos interesses nos setores da economia e em outras áreas", indicou Grushko à agência Interfax.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.480 civis, incluindo 165 crianças, e feriu 2.195, entre os quais 266 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra também causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,2 milhões para os países vizinhos.

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