Rússia rejeita as ameaças de sanções dos Estados Unidos ao Irão

Os Estados Unidos não conseguiram uma nova resolução nas Nações Unidas para evitar o envio de armas para o Irão.

A Rússia rejeitou esta quinta-feira a ameaça de sanções norte-americanas e as tentativas para isolar o Irão e disse que pretende desenvolver a cooperação militar com Teerão após o fim do embargo da ONU às armas.

"A Rússia nunca baseará a sua política na base de exigências agressivas e ilegais" dos Estados Unidos, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo Serguei Lavrov no decurso de um encontro, em Moscovo, com o seu homólogo iraniano Mohammad Javad Zarif.

Um embargo internacional ao envio de armas para o Irão deve terminar em 18 de outubro após o falhanço dos Estados Unidos em obterem uma nova resolução nas Nações Unidas.

Em meados de setembro, o chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, tinha assegurado que os EUA impediriam o Irão de adquirir armas russas e chinesas quando o embargo internacional ao armamento dirigido a Teerão terminasse, em 18 de outubro.

Alguns dias mais tarde, os Estados Unidos proclamaram que todas as sanções das Nações Unidas contra o Irão estavam de novo em vigor, uma convicção que são praticamente os únicos a manter, para além de anunciarem o prolongamento do embargo às armas.

Estas sanções foram levantadas devido ao acordo internacional concluído em Viena em 2015 e destinado a limitar o programa nuclear iraniano.

Os Estados Unidos utilizaram uma pirueta jurídica, ao invocarem o seu estatuto de país "participante" nesse acordo, que Washington abandonou unilateralmente em 2018, para restabelecer as sanções, uma decisão contestada pela quase totalidade dos restantes membros do Conselho de Segurança da ONU e aliados europeus.

O Governo do Presidente Donald Trump também ameaçou claramente aplicar um sistema de sanções "secundárias" para punir qualquer país ou entidade que viole as sanções internacionais que Washington considera permanecerem em vigor.

Hoje, Lavrov afirmou que estas ameaças confirmavam que o facto de "Washington pretender comportar-se como um elefante numa loja de porcelana".

"Na minha opinião, as atuais competências diplomáticas da administração [norte-americana] estão quase perdidas em definitivo", considerou Lavrov, acrescentando que as discussões prosseguem sobre esta questão entre europeus, norte-americanos e russos.

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