Russos dizem ter abatido drone ucraniano sobre sede da frota russa na Crimeia

Foi o segundo incidente com um drone no quartel-general em três semanas e seguiu-se a explosões.

As autoridades russas relataram ter abatido no sábado um drone (aeronave não tripulada) ucraniano na Crimeia, após a sede da frota russa do Mar Negro em Sevastapol ter sido atacada.

Na Crimeia, que a Rússia anexou em 2014, as autoridades russas disseram que as defesas aéreas locais abateram um drone sobre o quartel-general da frota russa do Mar Negro em Sevastopol.

Foi o segundo incidente com um drone no quartel-general em três semanas e seguiu-se a explosões num aeródromo russo e depósito de munições na península este mês.

Oleg Kryuchkov, um assessor do governador da Crimeia, também disse no sábado que "ataques por pequenos drones" desencadearam sistemas de defesa aérea na Crimeia ocidental.

"Os sistemas de defesa aérea atingiram com sucesso todos os alvos sobre o território sobre a Crimeia, no sábado de manhã. Não há vítimas ou danos materiais", disse o governador, Sergei Aksyonov, na rede social Telegram.

O governador de Sevastopol, Mikhail Razvozhaev, disse no Telegram que os sistemas de defesa aérea da cidade foram novamente chamados à ação no sábado de manhã.

Os incidentes sublinharam a vulnerabilidade das forças russas na Crimeia. Um ataque com drone ao quartel-general naval russo do Mar Negro, em 31 de julho, feriu cinco pessoas e forçou o cancelamento das cerimónias do Dia da Marinha da Rússia. Esta semana, um depósito de munições russo na Crimeia foi atingido por uma explosão.

Na semana passada, foi reportada a destruição de nove aviões de guerra russos numa base aérea na Crimeia. As autoridades ucranianas deixaram de reclamar publicamente a responsabilidade. Mas o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, aludiu aos ataques ucranianos atrás das linhas inimigas, após as explosões na Crimeia.

As informações sobre a guerra na Ucrânia divulgadas pelas duas partes não podem ser verificadas de imediato de forma independente.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro deste ano, desencadeando uma guerra que, ao fim de quase seis meses, não tem ainda perspetivas de terminar.

Desconhece-se o número de baixas civis e militares, mas diversas fontes, incluindo a ONU, têm alertado que será elevado.

A guerra provocou também 12 milhões de refugiados e de deslocados internos. A generalidade da comunidade internacional condenou a Rússia pela invasão da Ucrânia.

A União Europeia e países como os Estados Unidos, o Reino Unido ou o Japão têm decretado sucessivos pacotes de sanções contra interesses russos e fornecido armas à Ucrânia.

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