Russos e ucranianos à mesa das negociações, uma onda de solidariedade portuguesa e outros destaques TSF

A presidente da Comissão Europeia quer que os ucranianos estejam dentro do conjunto dos 27. Com o conflito a durar há já cinco dias, Volodymyr Zelensky instou a União Europeia a conceder à Ucrânia a adesão imediata.

Estamos no quinto dia de conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Durante a noite, foram ouvidas explosões nas duas maiores cidades ucranianas, Kiev e Kharkiv. Além disso, um míssil atingiu um prédio residencial no centro de Chernihiv, cidade que se situa a 150 quilómetros de Kiev, causando um incêndio.

Os ucranianos estão com "pouca expectativa sobre a reunião entre as delegações da Rússia e da Ucrânia na Bielorrússia", porque "acham que esta reunião não vai servir para grande coisa". A reportagem é de Pedro curz, enviado especial da TSF à Ucrânia.

Galyna Akhmadzai é ucraniana e vive em Kiev. À TSF, revela que estiveram 48 horas sem poder sair de casa. Esta noite foi mais calma, mas ainda assim ouviram-se as sirenes e tiveram que passar algumas horas num abrigo.

Esta segunda-feira marca o início das negociações entre as delegações russas e ucranianas. Pode acompanhar todos os desenvolvimentos aqui:

Ambas as delegações já estão sentadas à mesa das negociações, na Bielorrússia. Antes do início das conversações, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou aos soldados russos para que deponham as armas. Já a Rússia recusou revelar a posição que levará às negociações com a Ucrânia, justificando que "devem ser conduzidas em silêncio".

A delegação da Ucrânia que se encontra no local onde vão decorrer as negociações com a Rússia vai exigir um cessar-fogo "imediato" e a retirada das tropas russas. Volodymyr Zelensky instou também a União Europeia a conceder à Ucrânia a adesão imediata, dado que o ataque da Rússia já se prolonga há cinco dias. Noutro plano, o exército russo disse que os civis ucranianos podem "deixar livremente" a capital do país, Kiev.

Em Lisboa, a Câmara Municipal vai abrir o refeitório municipal de Monsanto para apoiar ucranianos retidos na cidade e criar um centro de acolhimento de emergência para refugiados da Ucrânia num pavilhão da Polícia Municipal. Para todos os ucranianos que precisam de ajuda e para todos os que querem ajuda, o município tem disponível a partir de agora uma linha telefónica 800 910 111 e o endereço de email sosucrania@cm-lisboa.pt.

Não é só a capital portuguesa que quer ajudar a Ucrânia. A onda de solidariedade para com o povo ucraniano estende-se de norte a sul do país. Confira aqui onde e como pode ajudar:

A presidente da Comissão Europeia garantiu que a Ucrânia é "um de nós e queremo-los dentro" da União Europeia. Von der Leyen acredita que "ao longo do tempo, eles [ucranianos] pertencem" à União Europeia, após anos de cooperação.

Por fim, os ministros da defesa da União Europeia reúnem-se de urgência para decidir a estratégia conjunta para a entrega de "equipamento letal" de defesa às tropas ucranianas.

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