Ryanair reduz prejuízo nos primeiros três trimestres de 2021

A companhia aérea salientou a introdução "bem-sucedida" do certificado Covid da União Europeia em julho passado e o "relaxamento das restrições" para a redução do prejuízo.

A companhia aérea irlandesa Ryanair registou um prejuízo de 143 milhões de euros nos primeiros nove meses de seu ano fiscal (abril-dezembro), em comparação com perdas de 731 milhões no mesmo período no ano anterior.

Num comunicado enviado esta segunda-feira à Bolsa de Valores de Dublin, a empresa destacou que, em linha com a recuperação do setor após o levantamento das restrições relacionadas com a pandemia, as receitas aumentaram 139% nos nove meses até dezembro, para 3.624 milhões de euros.

No relatório divulgado, a Ryanair salientou ainda que a introdução "bem-sucedida" do certificado Covid da União Europeia em julho passado e o "relaxamento das restrições" levaram a uma recuperação das suas operações no início do terceiro trimestre (outubro-dezembro), em que perdeu 96 milhões de euros, face ao prejuízo de 321 milhões registado no mesmo período do ano anterior.

Citado na nota, o presidente executivo (CEO) da Ryanair, Michael O'Leary, referiu que o aumento acentuado do tráfego de passageiros elevou as receitas da companhia aérea em 331%, para 1.470 milhões de euros, entre os meses de outubro e dezembro do ano passado.

A Ryanair indicou ter transportado 31 milhões de passageiros no terceiro trimestre, mais 286% do que há um ano, enquanto a taxa de ocupação, que mede a percentagem de lugares ocupados em cada trajeto, aumentou 14 pontos, para 84%.

Segundo O'Leary, o "aparecimento repentino" da variante Ómicron do coronavírus, no final de novembro, e a "reação histérica" dos meios de comunicação "obrigou muitos governos" a impor novas restrições às viagens, que tiveram um "significativo " impacto nas reservas de "Natal e Ano Novo".

"Como resultado, o tráfego de dezembro caiu para 9,5 milhões - com taxa de ocupação de 81% - muito abaixo da meta de 11 milhões de passageiros, e a capacidade para janeiro foi reduzida em 33% em 22 de dezembro passado, o que diminui a previsão para aquele mês de 10 para seis ou sete milhões", disse.

Relativamente ao futuro, Michael O'Leary insistiu que quaisquer previsões sobre "preços (de viagens) e receitas" para todo o ano fiscal de 2022 estão agora debaixo de uma "grande incerteza", embora as reservas tenham voltado a subir recentemente, após o fim de algumas restrições.

Por isso, adiantou, o quarto trimestre precisa de "estímulos", sob a forma de preços mais baixos, com vista a "recuperar rapidamente as taxas de ocupação, que sofreram quedas acentuadas" devido ao "colapso das reservas" no último Natal.

Ainda assim, a previsão da Ryanair para todo o ano fiscal, que termina em 31 de março, "mantém-se inalterada" e o tráfego anual de passageiros situa-se "abaixo dos 100 milhões".

Adicionalmente, e devido às "incertezas" geradas pela pandemia, a companhia estima que as perdas se mantenham "dentro do intervalo normal" dos 250 a 450 milhões de euros.

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