Médico português na Alemanha saiu de casa de barco e teve de ser realojado, mas quis ir trabalhar

O temporal no país obrigou José Santos a ser realojado. O emigrante regressou ao hospital onde trabalha, mas ainda não sabe quando poderá voltar ao local onde vive, tal como as centenas de pessoas que moram junto ao rio Ruhr, em Hattingen.

José Santos ainda não conseguiu regressar a casa, depois de, na quinta-feira, ter sido obrigado a sair do local onde vive com a ajuda de um barco. Com o auxílio da proteção civil e do consulado português em Dusseldorf, o médico natural da Lourinhã encontrou uma solução e já voltou ao trabalho.

Pelo menos até domingo, o emigrante vai ficar alojado num hotel da cidade de Hattingen. José Santos sublinha que "foi tudo muito bem feito e organizado" e agradece às autoridades alemãs e portuguesas por terem sido "impecáveis" na ajuda aos desalojados.

As condições climatéricas têm dado tréguas, depois de quinta-feira ter sido "um dia complicado", segundo o emigrante português. No entanto, ainda são poucas as certezas quanto aos estragos provocados pelas inundações.

O neurologista, que está na Alemanha há cinco anos, afirma que "há pessoas que perderam mesmo tudo, há casas que ruíram e houve pessoas que tiveram de ser resgatadas de telhados".

Apesar de existirem ruas cortadas e algumas que "ainda têm água, mas é possível passar", o Hospital de Hattingen, que esta quinta-feira apenas funcionava a 30%, voltou à normalidade. Os profissionais de saúde não tiveram de ser transportados de helicóptero, como chegou a ser ponderado, e todos os trabalhadores tiveram ajuda da unidade hospitalar.

"O hospital deu cinco dias de férias para resolver os problemas todos derivados destas cheias", revela José Santos, que mesmo assim decidiu voltar ao trabalho. Para o médico, "é uma espécie de terapia" regressar ao local de emprego, depois de ter passado uma "noite complicada" em que assume que teve pesadelos.

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