Sánchez pede desculpa pelos "erros próprios" cometidos no combate à Covid-19

Parlamento espanhol vota um pedido de extensão por mais duas semanas, até 7 de junho, do mandato para o executivo tomar medidas excecionais.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, pediu esta quarta-feira desculpas pelos erros cometidos no combate à Covid-19 e apelou à unidade para chegar à "vitória", ao intervir no debate parlamentar em que pediu o último prolongamento do estado de emergência.

O chefe do Governo agradeceu o trabalho de todos os representantes dos vários partidos em todas as comunidades autónomas do país que ajudaram a combater a pandemia e transmitiu a sua "compreensão" pelos erros que possam ter cometido "dada a complexidade e o drama das decisões".

Em seguida, pediu desculpas pelos "erros próprios" que possa ter cometido, sublinhou, devido à "urgência dos tempos, à falta de recursos e à excecionalidade e ausência de precedentes".

O parlamento espanhol vota hoje um pedido de extensão por mais duas semanas, até 07 de junho, do mandato para o executivo tomar medidas excecionais.

"Parámos juntos o vírus, devemos terminar com unidade esta vitória e devemos também empreender juntos a reconstrução social e económica do país", disse o chefe do Governo na intervenção em que pede uma quinta prorrogação do estado de emergência.

O resultado da votação ainda é imprevisível, tendo o executivo conseguido o apoio do Cidadãos (direita-liberal), mas perdido a abstenção o Partido Popular (PP, direita, maior partido da oposição) que vai votar contra, juntando-se ao Vox (extrema-direita, segundo maior).

O Governo espanhol é formado por uma coligação minoritária entre o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e o Unidas Podemos (extrema-esquerda).

Na sua declaração inicial, o líder do PP, Pablo Casado, acusou o presidente do governo, Pedro Sánchez, de estar "como uma galinha sem cabeça, mudando de parceiros e de estratégia", considerando que seria "irresponsável" dar o seu apoio ao executivo.

O plano de alívio das medidas de luta contra o novo coronavírus prevê o levantamento gradual do confinamento numa série de fases que deverão terminar em finais de junho, com a chegada a uma "nova normalidade".

A maioria da população do país, cerca de 70%, já se encontra na "fase um" desse plano desde segunda-feira, mas as regiões mais atingidas pela pandemia de covid-19, que incluem a comunidade de Madrid, a área metropolitana de Barcelona e grandes zonas de Castela e Leão, mantêm-se numa etapa intermédia chamada "fase 0,5".

A Espanha é um dos países mais atingidos pela pandemia de covid-19 que, a nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP divulgado a meio da tarde de terça-feira, já provocou mais de 320 mil mortos e infetou mais de 4,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (91.921) e mais casos de infeção confirmados (mais de 1,5 milhões).

Seguem-se o Reino Unido (35.341 mortos, quase 249 mil casos), Itália (32.169 mortos, mais de 226 mil casos), França (28.022 mortos, mais de 180 mil casos) e Espanha (27.778 mortos, mais de 232 mil casos).

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