Scholz salienta necessidade de reforçar a defesa da UE para dissuadir a Rússia

"Temos de garantir que somos suficientemente fortes para que não haja ataques à UE ou à NATO", afirmou o chanceler alemão.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, salientou esta segunda-feira a necessidade de reforçar o exército alemão e as capacidades de defesa da União Europeia (UE) para dissuadir a Rússia de um eventual ataque.

"Temos de garantir que somos suficientemente fortes para que não haja ataques à UE ou à NATO", disse Olaf Scholz durante uma conferência de imprensa conjunta com a primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, em Berlim.

O chefe do governo alemão acusou Moscovo de ter "quebrado as regras" da ordem de segurança europeia do pós-guerra, que classificou como um "ponto de viragem" e previu que "todos sofrerão por isso, principalmente a Rússia".

Scholz anunciou ainda que a Alemanha acolheu até agora 302.000 refugiados da Ucrânia, apelidando a decisão europeia de conceder autorizações de residência rápidas aos que fogem da guerra como um "sinal de solidariedade".

Referiu-se mais uma vez à exigência do Presidente russo, Vladimir Putin, de que, a partir de agora, os contratos de fornecimento de energia sejam pagos em rublos, sublinhou que os acordos existentes especificam que o pagamento será feito em euros.

"As empresas vão pagar esses fornecimentos em conformidade", disse, destacando mais uma vez a necessidade de a Europa diversificar as fontes de importação de gás natural, carvão e petróleo.

A primeira-ministra sueca, por seu turno, aludiu à possibilidade de o seu país vir a solicitar a entrada na NATO e explicou que está em curso um debate para avaliar a "nova situação de segurança" e decidir "o melhor caminho para a Suécia".

"Cabe à Alemanha, à Suécia ou à Ucrânia decidir como querem organizar a sua política de segurança no futuro. Não cabe a Moscovo", afirmou.

"Não somos neutros, o que não somos é parte de uma aliança militar", esclareceu, referindo que, enquanto país membro da União Europeia que tem uma cláusula de solidariedade, a Suécia não se comportaria de forma neutra se um parceiro fosse atacado.

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