Sem oxigénio, Índia pede ajuda ao mundo. Portugal apoia através de mecanismo europeu

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, revela à TSF que o país irá ajudar a Índia afetada pela nova variante da Covid-19. Em três dias, país registou mais de um milhão de infeções e o sistema de saúde está perto do colapso.

Em apenas três dias, a Índia registou mais de um milhão de casos de Covid-19. O elevado número de infeções num dos países mais populosos do planeta, provocada por uma nova variante, está a provocar o colapso do sistema de saúde.

Há falta de camas e hospitais sem oxigénio para os doentes graves. As autoridades indianas não têm dado a resposta aos milhares de pessoas doentes, sendo que algumas morreram nas ruas amparadas por familiares.

Foi esta a situação que levou o governo indiano a pedir ajuda internacional. Estados Unidos, Japão, Reino Unido e União Europeia já anunciaram que vão enviar apoio. Portugal irá participar na missão através do mecanismo europeu de proteção civil. Em declarações à TSF, o ministro dos Negócios Estrangeiros explica que está a ser feito um levantamento do que cada país pode oferecer.

"O mecanismo europeu de proteção civil está a recolher as contribuições possíveis dos estados-membros e nós vamos responder positivamente a esse pedido com outros estados nessa resposta europeia. Estivemos a identificar as capacidades que temos, do ponto de vista dos apoios que nos foram pedidos", revela Augusto Santos Silva.

De acordo com o governante, as autoridades indianas têm necessidades urgentes de oxigénio e medicamentos face ao número elevado de doentes a precisar de ajuda para sobreviver.

Na origem deste pico de Covid-19 na Índia poderá estar a nova estirpe com duas mutações do vírus. À TSF, o ministro Augusto Santos Silva sublinha que todos os países do mundo devem unir-se no combate à pandemia "porque ninguém está a salvo".

"Este é um risco que nunca esquecemos. Lembro-me sempre e espero nunca me esquecer, que na primeira vaga da pandemia Portugal estava no conjunto de países que melhor respondiam, que no final de janeiro, princípio de fevereiro, estávamos entre os piores países do mundo em matéria de novos casos, hospitalizações e que há mais de um mês somos agora o país com melhores resultados em toda a União Europeia. Portanto, ninguém pode dizer que está condenado a ter um desempenho mau, ninguém pode dizer que está imune ao agravamento da situação e temos de nos apoiar uns aos outros porque uma coisa é certa: só conseguiremos controlar a pandemia de Covid-19 quando todos estivermos protegidos contra o vírus."

Além de equipamentos, a OMS já deslocou para a Índia mais de 2.600 funcionários para prestarem ajuda no terreno. O governo central deu origem às Forças Armadas para apoiarem os hospitais em maiores dificuldades, mobilizando aviões e comboios para transportar oxigénio.

Nos últimos dias, a Índia registou mais de um milhão de novas infeções face à nova variante que também já foi identificada no Reino Unido, Bélgica, França e Itália.

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