Senado nomeia Presidente interino no Haiti

Joseph Lambert assumirá o cargo de Chefe de Estado até 7 de fevereiro de 2022, data em que terminaria o mandato de Jovenel Moise.

O Senado haitiano nomeou Joseph Lambert, atual chefe da Câmara Alta, como Presidente interino do Haiti e negou a autoridade do primeiro-ministro interino, Claude Joseph, que se encontra no poder desde o assassínio de Jovenel Moise.

A resolução, assinada por oito dos 10 senadores que ainda estão ativos, aponta que Claude Joseph foi afastado do cargo na segunda-feira, no último decreto assinado por Moise antes do seu assassinato na quarta-feira, confirmou à agência espanhola Efe o agora Presidente interino haitiano, Joseph Lambert.

A resolução afirma que Lambert assumirá o cargo de Chefe de Estado até 7 de fevereiro de 2022, data em que terminaria o mandato de Jovenel Moise.

A sua primeira tarefa será criar um Governo com a missão de organizar eleições.

Nos seus considerandos, a resolução afirma que Claude Joseph não pode exercer as funções de primeiro-ministro desde segunda-feira passada, quando o Presidente Moise nomeou Ariel Henry para o cargo por decreto, mas este último não foi empossado antes da morte do Presidente.

Após o assassinato, Claude Joseph foi colocado no comando do Governo, apoiado pela polícia e pelo exército, e recebeu o apoio explícito da ONU, dos Estados Unidos e de outros países para exercer estas funções.

O Senado é o único órgão do país com funcionários eleitos, mas desde janeiro de 2020 esta câmara legislativa não tem poderes para tomar decisões devido à falta de quórum.

A Câmara dos Deputados e dois terços do Senado deveriam ter sido renovados em 2019, mas as eleições foram adiadas devido à instabilidade política que o país atravessava na altura, o que levou ao encerramento da legislatura.

As autoridades haitianas disseram que pediram ajuda aos Estados Unidos e às Nações Unidas para que enviassem tropas para garantir a segurança em locais estratégicos.

Temendo que infraestruturas vitais como portos, aeroportos, terminais petrolíferos e o transporte de produtos petrolíferos fossem alvo distúrbios, o governo haitiano pediu a Washington e às Nações Unidas que enviassem tropas para os proteger.

O assassínio do Presidente haitiano, morto na sua residência, destabilizou ainda mais o país mais pobre do continente americano, e levou o Governo haitiano a declarar o estado de sítio por um período de 15 dias.

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