Separatistas de Donetsk negam ter usado armas químicas em Mariupol

Forças separatistas reagem a acusação do regimento Azov.

As forças separatistas pró-Rússia da região de Donetsk negaram, esta terça-feira, ter utilizado armas químicas em Mariupol, avança a agência russa Interfax, citada pela Reuters. A reação surge depois de Andrei Biletsky, fundador do regimento Azov da Ucrânia, ter lançado esta acusação aos russos.

O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky já tinha referido esta hipótese de utilização de armas químicas por parte da Rússia num discurso, na segunda-feira, depois de os russos terem colocado tropas na região oriental de Donbass, preparando um possível novo ataque ao porto de Mariupol, onde se acredita que milhares de pessoas tenham morrido durante o cerco à cidade que durou quase sete semanas.

"Quando se trata de armas necessárias, ainda dependemos dos mantimentos, dos nossos parceiros. Infelizmente não estamos a receber tanto quando precisamos para acabar com esta guerra mais depressa. Em particular para levantar o bloqueio de Mariupol", explicou Volodymyr Zelensky.

Nesse mesmo dia, Liz Truss, ministra britânica dos Negócios Estrangeiros, revelou estar a trabalhar com os seus parceiros para confirmar as acusações. Ainda do lado britânico, James Heappey, ministro da Defesa, também reagiu.

"O uso de armas químicas vai ter uma resposta e todas as opções estão em cima da mesa", garantiu à Sky News.

A vice-ministra da Defesa da Ucrânia, Hanna Malyar, confirmou que o governo ucraniano está a investigar.

"Há a teoria de que foram utilizadas munições de fósforo. Mais tarde virão informações oficiais", acrescentou.

O Ministério da Defesa da Rússia ainda não comentou as suspeitas.

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