Sergio Moro deu um passo atrás. Para já, não se demite

O ministro da Justiça brasileiro recuou na decisão de se demitir mas deixa uma exigência a Bolsonaro, condição para se manter no cargo.

Sergio Moro chegou a pedir a demissão do governo de Jair Bolsonaro nas últimas horas depois de ser informado que o presidente da República tinha intenção de mudar o diretor-geral da polícia federal Maurício Valeixo, homem da sua estrita confiança.

Como Bolsonaro recuou da demissão de Valeixo, o ministro da justiça recuou da sua demissão. Pelo menos, por agora.

Porque a queda de Valeixo já é dada em alguns setores como adquirida, exigindo apenas Moro o poder da escolha de um nome para o substituir.

Caso Bolsonaro, em vez disso, opte por alguém da sua confiança política, Moro demite-se mesmo.

E a revista Veja já avança que Bolsonaro tem nome caso Moro, o mais popular dos seus ministros, saia do governo: seria Jorge Oliveira, amigo de longa data do presidente, e atual ministro-chefe da secretaria-geral da presidência da República.

Valeixo, que teria um cargo diplomático em Portugal à sua espera, já vem sendo questionado por Bolsonaro desde meados do ano passado.

O presidente não tem gostado da ação do diretor da polícia em casos judiciais que lhe dizem respeito, nomeadamente na investigação ao seu filho, senador Flávio Bolsonaro, acusado de associação criminosa e lavagem de dinheiro num esquema conhecido na gíria da política brasileira por "rachadinha".

Noutro caso de polícia em que Bolsonaro não é investigado mas vem sendo citado, o da execução da vereadora Marielle Franco, a ação de Valeixo também é mal vista pelo Palácio do Planalto.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de