Singapura anuncia sanções contra a Rússia

O objetivo é restringir a capacidade da Rússia para travar a guerra e envolver-se na "agressão cibernética".

Singapura anunciou este sábado sanções contra a Rússia pela invasão da Ucrânia, tornando-se num dos poucos governos do Sudeste Asiático a fazê-lo.

"A soberania, independência política e integridade territorial de todos os países, grandes e pequenos, devem ser respeitadas", defendeu o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Singapura impôs controlos sobre exportações ou passagem de mercadoria ligada a equipamento militar ou de dupla utilização, que possam ser considerados "bens estratégicos".

O Governo explicou que as sanções visavam restringir a capacidade da Rússia para travar a guerra e envolver-se na "agressão cibernética".

Singapura também anunciou a proibição de todas as instituições financeiras de fazerem negócios com quatro bancos russos: VTB Bank, Bank Rossiya, Promsvyazbank Public Joint Stock Co. e Corporation Bank for Development and Foreign Economic Affairs Vnesheconombank.

As empresas com negócios existentes com os quatro devem congelar os seus ativos, afirmou.

Finalmente, as sanções incluem ainda a prestação de serviços financeiros ou de financiamento do banco central russo, do Governo e de entidades que Moscovo detenha ou controle.

A Rússia lançou, na madrugada de 24 de fevereiro, uma ofensiva militar à Ucrânia e as autoridades de Kiev contabilizaram, até ao momento, mais de dois mil civis mortos, incluindo crianças. Segundo a ONU, os ataques já provocaram mais de 1,2 milhões de refugiados.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo.

ACOMPANHE AQUI TUDO SOBRE O CONFLITO ENTRE A RÚSSIA E A UCRÂNIA

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