Sirenes antiaéreas soam na Ucrânia apesar de anúncio russo de redução das operações

O Governo russo anunciou que ia "reduzir drasticamente" as operações militares contra Kiev e Chernobyl, na sequência de "conversações construtivas" com a Ucrânia.

As sirenes antiaéreas voltaram a tocar em Kiev, Jitomir, Kharkiv, Dnipro e Poltava, apesar de Moscovo ter anunciado uma redução das operações militares na capital ucraniana e em Chernobyl, noticiou a imprensa local.

Na região de Lugansk, um gasoduto de alta pressão foi atingido, na terça-feira à noite, por bombardeamentos das tropas russas, disse, na plataforma Telegram, o chefe da administração militar da região, Sergii Haidai, citado pela agência de notícias ucraniana Ukrinform.

De acordo com Haidai, um projétil atingiu um gasoduto de alta pressão, perto de Proletarsk, deixando sem abastecimento 35 mil pessoas nas localidades de Lisichansk, Privillya, Novodruzhesk, Bilohorivka, Zolotarivka e Shipylivka.

A Ukrinform indicou ainda que as tropas russas lançaram ataques aéreos, na terça-feira, na região de Lugansk, em particular nas zonas de Voevodovka, Rubizhne, Lisichansk, Kreminna, Zolote e Popasna.

Severodonetsk e várias localidades próximas foram alvo, esta manhã, de fortes bombardeamentos.

Na terça-feira, o Governo russo anunciou que ia "reduzir drasticamente" as operações militares contra Kiev e Chernobyl, na sequência de "conversações construtivas" com a Ucrânia, na cidade turca de Istambul.

A Rússia lançou, a 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.179 civis, incluindo 104 crianças, e feriu 1.860, entre os quais 134 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 3,9 milhões de refugiados em países vizinhos e quase 6,5 milhões de deslocados internos.

A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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